24 de julho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Médico francês Louis Biron deixou marca na história de PG


Por Josué Corrêa Fernandes Publicado 11/08/2023 às 18h14 Atualizado 26/02/2026 às 10h06
Ouvir: 00:00

Já vão quase 180 anos quando o dr. Louis Michel Athanázio Biron, acompanhado da esposa e dos sete filhos, instalou-se definitivamente na Freguesia de Ponta Grossa. Formado em Paris, na École de Médecine, o jovem médico francês Louis Biron viera primeiro para a Colônia Agrícola Thereza Cristina, às margens do Rio Ivaí, para viver o sonho da cidade fraterna juntamente com outro médico, o dr. Jean-Maurice Faivre.

No entanto, um ano de provações e de isolamento quase absoluto levaram-no a abrandar as ideias do socialismo utópico e a procurar um centro urbano que desse maior conforto a seus familiares. Rendia-se à dura realidade de um país que ainda engatinhava e que apenas oferecia uma natureza pródiga, sem qualquer infraestrutura. Carente de recursos, de vias de acesso, a chamada Thérèseville não conseguiu empolgar alguns de seus fundadores. Foi daí que o médico de 36 anos resolveu transferir-se para Ponta Grossa.

Quem foi Louis Michel Athanázio Biron?

Era o ano de 1849. Aqui, seu prestígio logo se firmou, reconhecido inclusive pelas autoridades locais. É o que se vê do livro de atas nº 02, da Câmara Municipal, onde o Presidente Frederico Martinho Bahls, preocupado com a suspeita de uma epidemia de bexiga (varíola) pelos lados da Rua do Oriente, designou, de forma oficial, o dr. Athanásio Biron para tomar providências a respeito.

Nos arquivos da Paróquia de Sant’Ana também há registros sobre sua família: casamentos dos filhos Louis Alfred, Marie e Honorine e o assento de óbito dele próprio, falecido em 31 de Março de 1864 “depois de receber os Sacramentos da penitência e da extrema-unção, com a idade de 50 anos”.

Sua esposa, Josephine Peupart

Sua esposa viveu ainda muitos anos nesta cidade. Josephine Peupart  foi uma das pessoas que D. Pedro II e a Imperatriz Thereza Cristina receberam e aquinhoaram com dádivas, na visita que fizeram em 1880. No cemitério S. José, seus restos mortais encontram-se ao lado da visitada sepultura de Corina Portugal. 

A arte de curar

Por quinze anos, Biron exerceu a arte de curar em Ponta Grossa. Os ideais de igualdade e solidariedade que o irmanaram ao dr. Faivre foram apenas vividos em outro cenário. Das barrancas agrestes do Ivaí, onde se tentava mudar o homem pela transformação da natureza, o jovem facultativo veio para a região campesina, pronto a lutar pela vida e saúde de seus habitantes.

Anônimo, guardando em suas lembranças a agitação das ruas parisienses e o clamor das mensagens revolucionárias de respeito ao ser humano, Athanázio Biron não foi apenas o primeiro médico, mas um dos artífices que ajudou a modelar o caráter altivo e por vezes rebelde dos princesinos.

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Memória Viva

César Ribas da Silva e a Revolução Getulista

Publicado 18/01/2026 às 14h00

Muito ainda se há de falar sobre a revolução chefiada por Getúlio Vargas no ano de 1930. Ainda mais quando…


Muito ainda se há de falar sobre a revolução chefiada por Getúlio Vargas no ano de 1930. Ainda mais quando…