25 de junho de 2026

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VCG apresenta situação do transporte coletivo à Câmara


Por Ptrícia Lucini Publicado 19/05/2021 às 17h59 Atualizado 21/02/2026 às 13h17
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(Foto: Fábio Matavelli)

Durante sessão ordinária desta quarta-feira (19), o diretor de relações institucionais da Viação Campos Gerais (VCG), Rodrigo Venske, fez uso da tribuna para expor a situação do transporte coletivo em Ponta Grossa. Ele também esclareceu dúvidas dos vereadores. A participação de Venske na sessão aconteceu no mesmo dia em que a Câmara deve votar, em primeira discussão, o projeto de lei 86/21, de autoria do Poder Executivo, e que prevê repasse de pouco mais de R$ 1,7 milhão à Viação Campos Gerais (VCG). O valor corresponde à indenização pelos 18 dias em que o transporte coletivo ficou suspenso em PG, por conta de decreto municipal, como medida de enfrentamento à covid-19. O convite para participação de representante da VCG na sessão partiu da Comissão de Obras, Serviços Públicos, Trânsito, Transporte, Mobilidade Urbana e Acessibilidade.

Venske apontou, em resposta a questionamentos do vereador Izaías Salustiano (PSB), que não é possível afirmar que a indenização da prefeitura pelos 18 dias do serviço suspenso, evitará um colapso do sistema no futuro. “Para evitar um colapso dependemos de passageiro rodando a catraca. Precisamos pensar no futuro, no sentido de tornar o sistema equilibrado”, aponta.

Venske afirmou que a cidade vem enfrentando uma situação delicada no que diz respeito ao transporte coletivo. “Dependemos do giro da catraca diário para o pagamento do salário dos trabalhadores, o que representa mais de 50% do custo da VCG. Mas, não é a VCG que determina linhas, pontos, motoristas. Quem desenha o sistema é a AMTT [Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte]; é o poder concedente, quem define linhas e decreta tarifas”, frisa, acrescentando que o valor atual da tarifa, de R$ 4,30, está defasado desde 2019. “Isso significa que estamos operando há praticamente dois anos no prejuízo, independente da pandemia, que piorou a situação”, completa Venske.

Segundo o diretor, em 13 meses, a diferença de arrecadação, no que diz respeito ao número de passageiros, comparando o período entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2020 e entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2021, a queda foi de R$ 44 milhões. “Em abril de 2020, no primeiro mês cheio de pandemia, a queda de passageiro verificada em um único dia, foi de 77%”. “Além disso, registramos uma queda de 25% no número de passageiro em maio comparado ao registrado em janeiro deste ano, porque muitas pessoas acabaram saindo do modal”, completa.

Diante do atual cenário, o vereador Leandro Bianco (Republicanos) questionou se a VCG terá interesse em participar de uma futura licitação envolvendo o transporte coletivo de PG, levando em conta que o atual contrato entre prefeitura e empresa encerra em 2023. “Se for repetido o modelo atual, digo que nenhuma empresa terá interesse em participar. Mas, imagino que o Município fará um estudo para ter um equilíbrio no sistema. Se isso acontecer, com certeza a VCG vai participar”, diz o diretor de relações institucionais da VCG.

Leia mais: Câmara vota nesta quarta-feira aporte para VCG

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