Os impactos do turismo de PG no ramo hoteleiro

O sucesso da agenda turística de Ponta Grossa para o ramo hoteleiro está atrelado ao planejamento além das fronteiras da cidade. Para o presidente do Sindicato Empresarial de Hotelaria e Gastronomia dos Campos Gerais (SEHG), Daniel Wagner, os bons índices do setor se relacionam com determinados tipos de eventos e atrativos turísticos. Em entrevista ao Diário dos Campos (*), Wagner destacou eventos técnicos de negócios, de lazer, esportivos, entre outros.
Diário dos Campos: Como a realização dos eventos movimenta o turismo local?
Daniel Wagner: Quando você vai viajar para um lugar, você vai comer, vai dormir, vai comprar coisas e vai visitar lugares: esses são os quatro verbos no turismo, que você acaba desenvolvendo. Um evento turístico para ser legal, ele tem que fazer as pessoas virem de fora e movimentar tudo isso.
DC: Quais eventos da região estão entre os que mais movimentam o setor hoteleiro de PG?
Daniel Wagner: O Agroleite é para nós o que a Fórmula 1 é para São Paulo. É a mesma lógica, porque são três, quatro dias que a demanda transborda. Isso é muito importante. Além do Agroleite, o Show Rural da Fundação ABC e a ExpoFrísia também favorecem a estrutura hoteleira de PG.
DC: E quanto aos eventos de entretenimento, como eles influenciam?
Daniel Wagner: Nos casos de apresentações artísticas e shows, o fator ‘ineditismo’ entra em ação. Neste ano houve um show no Centro de Eventos, o ‘Cê Tá doido’, que três semanas antes de os hotéis daqui já estavam lotados. Impactou por ser a primeira vez, é o ineditismo.
DC: Consegue lembrar de outros momentos assim marcantes?
Daniel Wagner: Isso me lembrou de 2008, quando a banda Scorpions veio para PG. Estavam numa turnê no Brasil e passaram só por quatro cidades, então o show aqui foi o único da banda no sul do Brasil. Lotou a cidade.
DC: Qual é o papel do planejamento em relação a esses eventos?
Daniel Wagner: Tem que sempre provocar o organizador, para ele pensar além das fronteiras de nossa cidade. A nossa ‘Rota 01’, ao mesmo tempo que fomentou que a população fosse, também atraiu motociclistas de fora, isso engrandeceu o evento.
DC: Como avalia a atuação à frente do Sindicato?
Daniel Wagner: Estar à frente da entidade é motivo de muito orgulho. Pela pujança de Ponta Grossa, pelo seu dinamismo, é uma cidade vibrante, a gente vê que as coisas estão acontecendo aqui e cabe a nós fazer o nosso melhor, para conseguir dar a melhor experiência possível para quem vem nos visitar.
* Matéria originalmente publicada no Caderno Especial de Aniversário de Ponta Grossa, do Diário dos Campos. Acesse o Caderno na íntegra.

