07 de julho de 2026

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Edital dificulta ampliação no Aeroporto de PG; Prefeitura se manifesta


Por Cícero Goytacaz Publicado 07/07/2026 às 16h45
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Foto de arquivo/Divulgação

O debate em torno das obras de ampliação da pista do Aeroporto de Ponta Grossa ganhou novos desdobramentos nesta semana. O regulamento do edital da concessão do Aeroporto de Brasília, na qual PG está inserida, pode dificultar avanços no projeto, incluindo a ampliação da pista.

O edital insere o Aeroporto de PG como uma exceção entre os classificados como Aeródromo Faixa 3, cujo cumprimento mínimo de pista previsto é de 1.799 m. Sendo uma exceção, PG fica limitada aos atuais 1.280 m de pista, fazendo com que a concessionária não tenha obrigação de ampliar a pista.

O Diário dos Campos apurou que uma solução proposta para esse entrave foi adotar um valor mínimo intermediário, que possibilite pouso e decolagem de aeronaves da Categoria 3C (Boeing 737, Airbus A320 e Embraer E2), que aumentaria a pista do Aeroporto de Ponta Grossa para uma dimensão entre 1.400 e 1.500 m.

O que diz a Prefeitura de Ponta Grossa

Em resposta aos questionamentos do DC, a Prefeitura detalhou o que prevê o edital e as melhorias no Aeroporto. Os detalhes foram informados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Planejamento, por meio da assessoria de imprensa da Prefeitura de PG. Confira:

Sobre o problema técnico identificado

O Aeroporto de Ponta Grossa está classificado, na proposta de edital, como Aeródromo Faixa 3, categoria que exige comprimento mínimo de pista de 1.799 metros, conforme a Tabela 4 (Parte II do PEA-Regional). Ocorre que o próprio item 4.2.1.1.1 da minuta do edital estabelece uma exceção para Ponta Grossa, limitando o teto de exigência ao comprimento atual da pista (1.280 m). Na prática, isso significa que a futura concessionária não teria obrigação contratual de ampliar a pista, mesmo classificando o aeroporto como Faixa 3.

Esse ponto chama atenção porque o município já vem recebendo investimentos federais, via Secretaria de Aviação Civil (SAC), para construção de novo terminal de passageiros, pátio de aeronaves e taxiway dimensionados para o Código 3C (categoria que inclui aeronaves como Boeing 737, Airbus A320 e Embraer E2). Sem a ampliação da pista, esses investimentos perdem parte de sua utilidade prática, já que a operação comercial destas aeronaves depende de pista compatível.

Posicionamento da Prefeitura

A Prefeitura de Ponta Grossa considera que a não inclusão da ampliação de pista como obrigação de CAPEX da concessão representa um risco de subaproveitamento dos recursos públicos já investidos na infraestrutura aeroportuária do município. O Executivo entende que a repactuação do Aeroporto de Brasília é a oportunidade adequada para corrigir essa lacuna, uma vez que os dez aeroportos regionais — incluindo Ponta Grossa — estão sendo incorporados ao mesmo contrato, dentro do Programa AmpliAR.

Próximos passos

O município está formalizando contribuição técnica junto à Consulta Pública nº 10/2026 (ANAC), aberta até 7 de agosto, propondo a fixação de um comprimento mínimo intermediário de pista  suficiente para viabilizar a operação regular de aeronaves Código 3C, a ser incluído como obrigação de investimento (CAPEX) da concessionária. Paralelamente, a Prefeitura articula apoio junto à bancada federal e estadual da região dos Campos Gerais e deve participar da Audiência Pública Virtual marcada para 29 de julho.

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.