06 de junho de 2026

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Boletim da dengue liga sinal de alerta em Ponta Grossa


Por Danilo Kossoski Publicado 01/10/2024 às 22h39 Atualizado 25/02/2026 às 23h42
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Foto: SESA

Ponta Grossa registrou, no informe epidemiológico divulgado nessa terça-feira (1º), 53 casos confirmados de dengue. Desses, 51 casos são da dengue comum e outros dois são da dengue com sinais de alarme (D.S.A.). Esse foi o sétimo boletim no período que corresponde a, aproximadamente, 60 dias.

Isoladamente, o número não surpreende tanto. Implica em quase um caso por dia, o que parece pouco em uma cidade com mais de 350 mil habitantes. Porém, quando se compara o mesmo período, no ano passado, a estatística ganha relevância. O mesmo boletim, em 2023, trazia o total de quatro casos de dengue confirmados.

Em um ano, o número de casos ficou 13 vezes maior. O dado gera preocupação, porque o este é o início da primavera, período de tempo quente e aumento gradativo das chuvas. As condições são ideais para a reprodução do Aedes aegypti, transmissor da doença. No início de 2024, a cidade entrou em situação de emergência em decorrência do número de casos, e a evolução da doença havia sido mais lenta do que agora.

Fundação de Saúde

A reportagem do Diário dos Campos e portal DCmais questionou o Município sobre os números. Perguntou se o aumento precoce dos casos não podem indicar nova epidemia de dengue. Em resposta, a Prefeitura informou que, apesar do aumento nos casos, a cidade segue registrando queda gradativa nos registros. Confira a nota:

“A Fundação Municipal de Saúde informa que realiza o monitoramento diário do número de casos da doença. Os mutirões permanecem sendo realizados de terça a sexta-feira, com intuito de identificar e eliminar focos de dengue na cidade de Ponta Grossa. Embora o número de casos confirmados seja maior do que no ano anterior, trata-se de outro momento epidemiológico. Houve redução do número de casos em relação às semanas epidemiológicas anteriores e, até o momento, ainda não há ocorrência de aumento de casos confirmados acima de quatro semanas consecutivas”.

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