18 de junho de 2026

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Polícia de PG indicia mulher por aplicar golpe do falso emprego 


Por Redação com Assessorias Publicado 13/03/2026 às 09h05
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Foto: reprodução/câmera de segurança

A Polícia Civil de Ponta Grossa concluiu, na manhã desta sexta-feira (13), o inquérito que investigava uma série de estelionatos conhecidos como ‘golpe do falso emprego’ na cidade. Uma mulher de 32 anos, oriunda de Curitiba, foi indiciada por quatro crimes de estelionato consumados.

Confira: Polícia prende suspeito de envolvimento em duplo homicídio na Nova Rússia

De acordo com a PCPR, a suspeita utilizava redes sociais para anunciar vagas falsas de emprego, como motorista particular e cuidador de idosos. A indiciada então se apresentava às vítimas com o nome falso de Priscila de Almeida, uma psicóloga que fazia parte de uma empresa de Recursos Humanos.

Os crimes

Durante supostas entrevistas de emprego, realizadas em salas de coworking alugadas na cidade, a investigada simulava processos seletivos legítimos, aplicando testes e questionários aos candidatos. Em determinado momento, alegava ser necessário realizar um “reconhecimento facial” solicitado pela empresa contratante. Com esse pretexto, fotografava os documentos originais e o rosto das vítimas.

Com esses dados e a biometria facial obtida, a suspeita abria contas bancárias e realizava empréstimos e financiamentos — inclusive de veículos de alto valor — em nome das vítimas, sem o conhecimento delas.

Identificação 

A identificação da autora foi possível graças ao compartilhamento de informações entre as delegacias de Ponta Grossa e Guarapuava. A suspeita havia sido presa em flagrante em Guarapuava no dia 3 de fevereiro deste ano, enquanto aplicava o mesmo tipo de golpe.

Durante as diligências, a equipe operacional da 13ª SDP de Ponta Grossa obteve imagens de câmeras de segurança que registraram a chegada da investigada a um café onde funcionava o espaço de coworking utilizado para as falsas entrevistas. As vítimas da cidade reconheceram, de forma inequívoca, a mulher como a responsável pelo atendimento.

Situação penal

Atualmente, a investigada está presa na Cadeia Pública de Pitanga. Além da ação penal que já responde na comarca de Guarapuava, ela agora também foi indiciada por mais quatro crimes de estelionato relacionados aos fatos ocorridos em Ponta Grossa.

Considerando o concurso material das infrações, a soma das penas pelos novos crimes pode chegar a 20 anos de reclusão.

*As informãções são da Polícia Civil de Ponta Grossa

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