Delegado diz que homicídio no Centro de PG foi legítima defesa

A Polícia Civil de Ponta Grossa se manifestou contra a manutenção da prisão preventiva dos suspeitos pelo homicídio de Vinicius Ortiz Pereira, ocorrido no dia 14 de junho, no Centro da cidade. De acordo com o delegado Luis Gustavo Timossi, os investigados agiram para salvar a vida da ex-companheira da vítima.
A decisão, por meio do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, foi tomada nesta quarta-feira (17) perante a 3ª Vara Criminal. Segundo os elementos apurados pela Polícia Civil até o momento, a vítima estava munida de uma faca e agrediu sua ex-companheira “com aparente intenção de matar”, afirma o delegado.
Na ocasião, os investigados perceberam a situação grave e agiram para impedir com que a ex-companheira de Vinicius fosse esfaqueada. O investigado, que estava acompanhado de uma mulher, entrou em luta corporal e teria feito uso de uma faca contra a vítima para evitar uma tragédia.
Conforme o Diário dos Campos noticiou na segunda-feira (15), a discussão que levou a morte de Vinicius ocorreu no cruzamento entre as ruas Coronel Theodoro Rosas e Dezenove de Dezembro, próximo ao antigo Mercadão de Ponta Grossa.
Conduta de legítima defesa
O delegado também afirma que a dinâmica precisa do esfaqueamento ainda está em curso. No entanto, a análise preliminar indica que a conduta inicial estaria amparada pela legítima defesa de terceiro, o que absolveria os investigados, conforme o Código Penal.
Para Timossi, a liberdade dos investigados não causa risco para as investigações. “Com o avançar das investigações, ocorreu alteração do quadro apresentado ao delegado de plantão, sendo constatado que os investigados, em um momento inicial, agiram para salvar a vida da ex-companheira da vítima”, afirma. Ainda segundo o delegado, os investigados não possuem registro criminal.
Proporção da ação
“A PCPR ressalta que a eventual concessão de liberdade, que depende exclusivamente de decisão do Poder Judiciário, não obsta o regular prosseguimento dos trabalhos”, disse em nota a polícia.
O foco das investigações, segundo o órgão policial, agora se concentra em esclarecer o momento exato do esfaqueamento — inclusive analisando imagens gravadas por terceiros —, a fim de avaliar a proporcionalidade da ação e verificar a real extensão da legítima defesa.
“A manifestação atual não impede um posterior indiciamento por homicídio qualificado ou mesmo nova prisão caso surjam novos elementos probatórios”, completa. (Com informações da PCPR)

