05 de junho de 2026

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Crime em condomínio: delegado não descarta hipótese de excesso de legítima defesa


Por Edilene Santos Publicado 27/11/2024 às 20h46 Atualizado 25/02/2026 às 22h28
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Guilherme Becher / Foto: Divulgação/Redes Sociais

O delegado do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP) de Ponta Grossa, Luiz Gustavo Timossi, ouviu na manhã desta quarta-feira (27) o depoimento da mãe do empresário Guilherme de Quadros Becher, 32 anos, morto há uma semana num condomínio de chácaras. Segundo o advogado da família da vítima, José Jairo Baluta, Becher foi assassinado com cinco tiros (dois no peito, dois nas pernas e um no braço) pelo seu vizinho, o ex-prefeito e presidente da Câmara de Vereadores de Castro, Miguel Zhadi Neto, conhecido como Neto Fadel.

O vereador alega legítima defesa, mas a família contesta e apresentou imagens de câmeras de segurança cedidas por um morador, pelas quais é possível ouvir disparos de arma de fogo: primeiro são quatro tiros, em seguida, uma rajada de tiros (veja abaixo).

De acordo com o advogado, os disparos iniciais realizados por Becher foram direcionados ao chão, na grama próxima ao deck, a cerca de 50 metros de distância da casa. Após os disparos, o empresário foi levado para dentro da residência pela mãe, enquanto sua esposa tentou, ainda conforme a acusação, dialogar com o vereador e um grupo de amigos que se aproximaram da entrada da propriedade, proferindo xingamentos.

A mãe relatou que o vereador, sem camisa e portando uma arma na cintura, provocava Becher com frases como “cadê o machão?”. Ao perceber o tumulto no portão, o empresário teria saído da casa com uma pistola descarregada e um revólver na cintura. Ele teria efetuado um disparo no chão, a uma distância de cerca de três metros do grupo, mas não apontou a arma para ninguém. Após isso, conforme o relato, todos os presentes, exceto o vereador, recuaram para dentro da casa.

Hipóteses da investigação

O delegado Timossi disse que o crime segue sendo investigado e que se trabalham com três hipóteses: legítima defesa, excesso de legítima defesa e homicídio doloso.

O suspeito foi ouvido na delegacia horas após o crime e, por entender que se tratava de legítima defesa, ele foi liberado e responde ao inquérito em liberdade.

Relembre o caso

Segundo as investigações da Polícia Civil, Becher estaria incomodado com o barulho do quadriciclo que era utilizado por crianças na residência do vizinho, Neto Fadel. Becher, ainda de acordo com a polícia, teria efetuado disparos em direção à casa do vereador, que teria reagido.

O caso aconteceu no dia 20 de novembro, feriado nacional da Consciência Negra.

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