15 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Projeto estabelece novo protocolo de anestesia em castrações no PR


Por Cícero Goytacaz Publicado 15/06/2026 às 17h56
Ouvir: 00:00
Anestesia animal
Foto ilustrativa/Divulgação/Assessorias

Um projeto protocolado nesta segunda-feira (15), na Assembleia Legislativa do Paraná, estabelece regras mais rigorosas para castrações e outros procedimentos cirúrgicos em cães e gatos no PR. Proposto pelos deputados estaduais Marcelo Rangel (PSD) e Mabel Canto (PP), o projeto visa garantir a anestesia geral completa e analgesia adequada em animais, em operações executadas, financiadas e apoiadas pelo Governo do Estado.

O objetivo é proibir a utilização isolada de sedativos ou medicamentos que não eliminam a percepção da dor durante os procedimentos. De acordo com Marcelo Rangel, a iniciativa representa um avanço importante na proteção e no bem-estar animal, estabelecendo padrões técnicos mínimos que devem ser seguidos em programas públicos de esterilização e demais intervenções cirúrgicas.

“O Estado precisa assegurar que os procedimentos realizados com recursos públicos sejam conduzidos com responsabilidade, segurança e respeito à vida animal. Não podemos admitir que cães e gatos sejam submetidos a cirurgias sem a garantia de uma anestesia eficaz e do controle adequado da dor”, defende.

A deputada Mabel Canto também destaca a importância da medida para fortalecer as políticas públicas voltadas à proteção dos animais no Paraná. Segundo ela, o projeto contribui para humanizar os atendimentos e oferecer mais segurança tanto para os pacientes quanto para os profissionais envolvidos.

Novo protocolo para anestesia em castrações

Entre os principais pontos da proposta está a obrigatoriedade do uso de protocolos completos de anestesia geral, capazes de garantir inconsciência profunda, analgesia total, relaxamento muscular e monitoramento contínuo durante todo o procedimento. O texto também determina que a recuperação anestésica seja completa antes da liberação do animal ao tutor.

Outro destaque é a regulamentação sobre os materiais utilizados nas suturas internas. O projeto exige o emprego de fios absorvíveis e biocompatíveis, proibindo o uso de materiais considerados inadequados, como o nylon, em procedimentos internos, reduzindo riscos de inflamações, infecções e complicações pós-operatórias.

Marcelo Rangel ressalta que a proposta não cria novas despesas obrigatórias para o Estado nem interfere na autonomia dos médicos-veterinários, mas apenas estabelece critérios mínimos de qualidade para procedimentos custeados com recursos públicos, alinhados às recomendações técnicas da Medicina Veterinária moderna. (Com informações: Assessorias)

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.