04 de junho de 2026

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Construção da maltaria dos Campos Gerais deve iniciar em setembro


Por Millena Sartori Publicado 07/04/2021 às 22h30 Atualizado 21/02/2026 às 14h51
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A Agraria, que lidera o projeto, já é responsável pela maior maltaria da América Latina (Foto: Divulgação)

No início desta semana foi anunciada a construção de uma maltaria na região dos Campos Gerais, fruto de uma intercooperação entre as cooperativas Agraria (Guarapuava) – que já possui a maior maltaria da América Latina -, Bom Jesus (Lapa) e Coopagrícola (Ponta Grossa) e a Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal. Com previsão de inauguração para 2023, a obra também já tem uma data estimada de início: setembro deste ano, de acordo com informações reveladas pela assessoria de imprensa da Agraria à reportagem do jornal Diário dos Campos e portal dcmais.

“Neste momento estamos consolidando o projeto estrutural, portanto muitos dos detalhes ainda irão se confirmar”, disse a assessoria, que optou por não divulgar a parte acionária de cada cooperativa no empreendimento.

Questionada sobre o local da construção, a Agraria disse que o terreno ainda será escolhido. Informações apuradas pela reportagem junto a fontes ligadas ao setor apontam que a maltaria deve ser instalada no Norte de Ponta Grossa, na divisa com Carambeí, em terreno no lado oposto da Frísia, na PR-151.

Investimento

Estima-se que, para realização da obra, um valor de aproximadamente R$ 1,5 bilhão deve ser investido. A previsão é de que a fábrica tenha uma produção de cerca de 240 mil toneladas de malte anualmente, volume que hoje corresponde a 15% do mercado nacional. Com isso, o potencial de plantio de cevada nos Campos Gerais poderá atingir 100 mil hectares por ano e beneficiar mais de 12 mil cooperados.

O empreendimento deve gerar pelo menos 100 empregos diretos e outros mil indiretos e o faturamento esperado da fábrica de malte é de R$ 1 bilhão/ano. 

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