Vereadores de PG vão decidir se aceitam novo pedido de cassação de Valtão

Caberá aos vereadores de Ponta Grossa que tomaram posse neste ano decidir se aceitam denúncia para abrir processo de cassação do mandato do vereador Walter José de Souza, o Valtão (PRTB) por quebra de decoro parlamentar. Um novo protocolo de pedido de cassação foi feito ao Legislativo, na última semana, pelo presidente do diretório municipal do PRTB e ex-vereador, Guiarone de Paula Júnior, o Sargento Guiarone.
Conforme o regimento interno da Câmara, recebida a denúncia, o presidente deve determinar sua leitura e consulta do plenário sobre seu recebimento na primeira sessão ordinária que se realizar, o que deve ocorrer no dia 17 de fevereiro, primeira sessão ordinária do ano.
O presidente do Legislativo, Daniel Milla (PSD), informou ao Diário dos Campos e ao dcmais, no entanto, que deve consultar o departamento jurídico da Câmara sobre a data, já que na primeira sessão do ano também estão previstas a instalação da Corregedoria a e formação das comissões permanentes. No final de 2020, os vereadores já haviam aceitado abertura de processo de cassação protocolado pelo presidente municipal do PRTB e uma comissão processante chegou a ser formada.
No entanto, por conta do trâmite ter sido realizado após o encerramento da sessão legislativa, com a Câmara em período de recesso, os trabalhos não avançaram e o processo não foi concluído em 2020. Assim, explica Milla, o processo aberto em 2020 fica extinto e caberá aos vereadores empossados em 2021 a votação pela aceitação ou não do novo pedido de cassação protocolado. “Caso o pedido seja aceito, será montada uma nova comissão, por sorteio – entre os desimpedidos – com três vereadores. A comissão definirá presidente e relator e seguirá os trâmites do processo”, explica.
Em caso de cassação, a vaga de Valtão passa para o primeiro suplente do PRTB, Celso Cieslak. Como Cieslak assumiu a presidência da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), a vaga passaria então a Guirone, segundo suplente.
Posse
No dia 20 de janeiro, Valtão, que cumpre prisão domiciliar, foi autorizado pela Justiça e tomou posse na Câmara de Vereadores para o quarto mandato de vereador. Ele foi preso no dia 15 de dezembro, em operação do Gaeco, por meio da Operação Saturno, que investiga possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, fraude a licitação e tráfico de influência supostamente praticados por empresários, servidores públicos e vereadores de Ponta Grossa. Valtão virou réu por crime de corrupção passiva; ele foi relator da CPI instalada para investigar o contrato da AMTT e teria recebido propina para não comprometer a empresa que operava o sistema Estar Digital.
