09 de julho de 2026

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Conheça algumas das contribuições dos alemães em Ponta Grossa


Por Carlos Mendes Fontes Neto* Publicado 27/07/2025 às 11h00 Atualizado 25/02/2026 às 16h24
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Os alemães e a riqueza do ciclo econômico do início do século XX: caravanas de carroções dos imigrantes para o transporte de erva mate se aglomeravam em frente da estação de cargas da E. F. São Paulo- Rio Grande. (Fonte: Álbum do Paraná, 1927).

Foram muitas as casas comerciais e indústrias que existiram em Ponta Grossa, sedimentando o desenvolvimento e o progresso, impulsionando a cidade como a mais importante do interior do Paraná no século XX.

Nessa lista estão a Cervejaria Adriática, Metalúrgica Schiffer Ltda., Indústrias Klüppel Ltda., Padaria Modelar dos Irmãos Wiecheteck, Padaria Glória de Irmãos Voigt, Cine Renascença de Jacob Holzmann, Casa Albach, Magazin Ricardo Kossatz, Tinturaria Esperança de Antônio Dechandt, Lange & Cia., Importadora de Frederico Lange & Cia., Casa dos Presentes de Frederico Ansbach & Cia., Casa Comercial Justus S. A., Foto Elite de Germano Koch, Foto Weiss, Casa Progresso de Jorge Holzmann e tantas outras.

Instituições educacionais como o Colégio Santana e o Ginásio Diocesano São Luiz do Padre Lux, além dos clubes sociais como Guaíra e Verde, têm em comum o fato de estarem ligados à presença do imigrante alemão nos Campos Gerais.

A chegada dos alemães

Se nossa história está intimamente ligada à colonização alemã, isso se deve ao fato de que, no final do século XIX, um contingente de imigrantes alemães do Volga veio se somar aos imigrantes alemães que já residiam aqui.

Quase dobrou a população local. Tão importante era esse fluxo imigratório, que existia uma Agência Consular da República Federal da Alemanha até os anos 60 do século passado para cuidar dele. A cidade tinha um comércio importante, desde produtos básicos até os de luxo trazidos da Alemanha. A importação de produtos alemães era feita atreves de instituições financeiras com apoio do governo alemão.

História de valor

Quando, nos anos 1970, começou o apagamento da identidade ponta-grossense, com a destruição de ícones da arquitetura, decadência da área central e do desaparecimento de várias casas comerciais e de indústrias locais, perdeu-se o grau de valor que a presença do imigrante conferia à cidade.

  • Deram contribuições valiosas na economia, entre as quais podemos citar:
  • O ciclo de criação e comercialização de suínos com os grandes mangueirais da Nova Rússia;
  • A produção de laticínios e atuação na lavoura;
  • A importância das cervejarias que alcançaram renome nacional;
  • O desenvolvimento dos transportes, primeiro com as caravanas de carroções eslavos e depois com a ferrovia;
  • O surgimento dos primeiros grupos teatrais da cidade, dos primeiros cinemas;
  • O nascimento da imprensa ponta-grossense, que até hoje nos informa e projeta a cidade para o futuro nas páginas do centenário Diário dos Campos.

Assim, resgatar e celebrar o Dia do Imigrante Alemão, nesta semana do dia 25 de julho, é devolver, com justiça, a lembrança e o reconhecimento à nossa própria população. Pois quem, por aqui, não tem um pouquinho, ao menos, de sangue germânico correndo em suas veias?

Viva o imigrante alemão! Viva todos que deixaram sua terra natal para construir o futuro nos Campos Gerais!

Eventos destacam presença alemã em PG

Ultimamente a cidade tem apresentado várias iniciativas que procuram devolver o protagonismo do imigrante na nossa formação sociocultural. Para este final de semana destacamos a palestra do prof. Newton Schner Jr., cujo tema é “A importância da imigração alemã para Ponta Grossa”.

Para o próximo final de semana, haverá a realização de um tour guiado pelo centro da cidade, descobrindo e explorando as marcas da presença alemã ainda visíveis em Ponta Grossa, promovido pela Associação Germânica dos Campos Gerais em parceria com o Centro Cultural Prof. Faris Michaele.

Por que participar desses eventos? Os testemunhos históricos revelam como esses imigrantes transformaram a cidade: da agricultura ao comércio, a cultura local e até a imprensa – como o jornal O Progresso, que deu origem ao Diário dos Campos.

*O autor é engenheiro, presidente da Associação Germânica dos Campos Gerais, ocupante da cadeira 9 da Academia de Letras dos Campos Gerais e vice-presidente do Centro Cultural Prof. Faris Michaele.

**Nota do editor: Texto originalmente publicado na edição impressa do Diário dos Campos de 25/07/2025, e levemente adaptado para publicação online.

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Publicado 19/06/2026 às 00h00

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