09 de junho de 2026

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Após perda da filha, empreendedor cria robô para identificar infecção


Por dmais Publicado 23/01/2017 às 15h47 Atualizado 23/02/2026 às 19h03
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Estima-se que haja 2 milhões e meio de casos de Sepse por ano no Brasil e, desse número, cerca de 250 mil pessoas morrem anualmente. A Sepse mata mais que o câncer e lidera o número de mortes em praticamente todos os países do mundo. A Sepse mata uma pessoa a cada 1 minuto e meio e o mais incrível é que 8 em cada 10 pessoas no mundo sequer conhece a palavra Sepse.

Tragédia e inovação

Após a morte de sua filha aos 18 dias de vida de sepse, o analista de sistemas Jacson Fressato decidiu criar um robô capaz de identificar pacientes com o perfil para desenvolver tal doença. Segundo o Instituto Latino Americano da Sepse (Ilas), 600 brasileiros morrem por dia com a infecção generalizada. Eu sempre me imaginei com esposa, filhos, casa, o pacote completo. Não pude ter nada disso. Mas, se eu só me lamentasse, estaria perdido., diz Jacson, que apelidou a invenção com o nome de Laura.

Inspiração empreendedora

Após a morte da filha, Fressato prometeu fazer algo para evitar outras mortes. Eu senti um chamado quase espiritual. Lembrei de um ditado que diz que caridade não é doar metade do que você tem, mas sim doar metade da sua respiração, conta. Conforme pesquisas, a sepse ocorre quando o corpo tem uma reação exagerada a uma infecção. O paciente pode não resistir caso os sintomas não sejam identificados rapidamente.

Inteligência artificial a serviço da vida

A tecnologia por trás do robô Laura, que faz uso de inteligência artificial, é composta por 263 softwares que analisam os riscos do paciente desenvolver a doença. Em um primeiro momento, é criado um mapa de risco, em que reúne os dados vitais do paciente por meio de exames e prontuários inseridos no sistema. Caso houver risco, o programa gera alarmes e manda sinais para televisões instaladas nos pontos de enfermagem. O tempo médio de atendimento é também analisado: caso o tempo ultrapasse três ou quatro horas, o robô começa a mandar mensagens de texto para os celulares da equipe médica.

Além do próprio dinheiro, teve investidor ‘anjo’

Para desenvolver o sistema, Jacson vendeu carro, casa e tirou dinheiro do bolso. Segundo o jornal, foi preciso quase R$ 1 milhão – valor dividido entre ele e um investidor-anjo – para a criação do robô Laura. O robolaura detecta precocemente um possível caso de Sepse, ajudando médicos e enfermeiros a salvar muitas vidas. O Sonho de Laura é reduzir as mortes por Sepse no Brasil em 5% até 2020.

Doação do projeto aos hospitais filantrópicos. Participe!

Para que esse sonho se realize, a Laura Networks doará o robolaura para todos os hospitais filantrópicos do Brasil. Entretanto, estes hospitais precisam da sua ajuda para financiar os custos da implantação. Se a equipe de assistência for avisada precocemente sobre um paciente com Sepse, é possível salvar mais de 12 mil vidas por ano no Brasil.

www.sonhodelaura.com.br

https://www.facebook.com/sonhodelaura/?fref=ts

www.lauranetworks.com

https://www.kickante.com.br/sonhodelaura

 

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