Colômbia: vencendo fronteiras e altitudes com o bom jeitinho brasileiro

Fala aí, pessoal do Diário dos Campos! Beleza?
Estou escrevendo aqui de Bogotá, na Colômbia, e preciso dizer que esse lugar é sensacional. Estou agora no Cerro Monserrate, um dos pontos turísticos mais famosos daqui. Para chegar no topo, você tem a opção de ir de bonde ou teleférico, mas como o espírito é de aventura, eu subi foi caminhando mesmo! São 2 km de trilha com uma diferença de 500 metros de altitude, mas o visual compensa cada passo; é um lugar que encanta de verdade e mostra a cidade inteira.
Tudo parado entre Equador e Colômbia
Nossa jornada até aqui já passou por Brasil, Argentina, Chile, Peru e Equador, onde pegamos a fase do toque de recolher (relembre aqui). Deu 11 horas da noite, todo mundo tinha que estar em casa, ninguém nas ruas. Uma loucura total para quem está viajando de moto. A chegada na Colômbia também não foi fácil. A fronteira com o Equador estava em “paro” — que é como eles chamam os protestos por aqui onde fecham todas as estradas. Estava tudo travado, ninguém passava.

Como eu cheguei? Na base do nosso bom e velho jeitinho brasileiro, mas do jeito certo: na conversa e na educação. Fui conversando com a polícia, com o exército e, por fim, com os manifestantes. Alguns queriam cobrar para liberar a passagem, mas eu expliquei que era viajante, que estava indo para o Alasca e que somos todos irmãos da América Latina. No fim, o carinho e o respeito venceram e eles me deixaram seguir viagem.
Quebrando preconceitos e conhecendo os “moteiros”
Muita gente no Brasil ainda tem um preconceito grande com a Colômbia por causa do histórico de guerrilhas, mas a realidade que encontrei é outra. É um país maravilhoso, com pessoas extremamente sorridentes e solícitas. Bogotá, por exemplo, respira cultura; estive onde era a casa do Simón Bolívar e tem muito o que aprender por aqui.

Uma coisa que me tocou muito foi o espírito dos “moteiros” (como eles chamam os motociclistas aqui). Eles têm uma pegada diferente: se você passa pela casa de um deles, eles fazem questão que você se hospede na casa deles, num quarto separado, em vez de ir para hotel ou hostel. É uma união e uma hospitalidade que a gente já não vê com tanta frequência no Brasil. E conheci Cerro Monserrate! No vídeo abaixo eu detalho um pouco mais.

Sabores da Colômbia
E se tem uma coisa que vocês precisam saber é sobre a comida! Já experimentei as papas rellenas, que é um purê de batata frito recheado com ovo e arroz, e o buñuelo, que lembra um pão de queijo, mas é frito e bem crocante por fora. Mas o destaque vai para a bandeja paisa… mano, que coisa maravilhosa! Tem muita coisa boa para descobrir nessa gastronomia rica.

Próxima parada: América Central
Hoje é o nosso 26º dia de estrada. Na próxima terça-feira (31), a moto vai embarcar em um avião aqui em Bogotá com destino à Cidade do Panamá. Com isso, fechamos nossa etapa pela América do Sul e começamos a desbravar a América Central.
Um abraço para todo mundo que acompanha o Diário dos Campos e um salve especial para os meus conterrâneos de Ponta Grossa!
Vamo que vamo! Tchau, tchau!

