24 de julho de 2026

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Homem é indiciado após divulgar pornografia por deepfake de mulher em PG


Por Vitor Carvalho Publicado 24/07/2026 às 08h34
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Foto: reprodução/redes sociais

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu um inquérito, nesta sexta-feira (24), que investigava a prática de crimes cibernéticos em Ponta Grossa. Um homem foi formalmente indiciado após criar e divulgar, em um site de conteúdo adulto, montagens pornográficas falsas usando o rosto de uma moradora da cidade. O crime, praticado por meio de inteligência artificial (tecnologia deepfake), foi motivado por retaliação após a vítima ter ignorado investidas do suspeito.

As informações foram confirmadas ao Diário dos Campos pela Polícia Civil de Ponta Grossa. De acordo com as investigações, o homem tentava contato com a vítima desde 2023. Com o resultado do inquérito, ele foi indiciado com base no artigo 218-C do Código Penal, que fala do crime para divulgação de pornografia, incluindo montagem, com a agravante de vingança.

O início do crime 

O caso começou no final de junho deste ano, quando a vítima passou a receber mensagens de perfis desconhecidos em uma rede social. As abordagens alertavam que supostas fotos íntimas dela estariam circulando em uma plataforma adulta.

Em seguida, o próprio suspeito enviou imagens manipuladas digitalmente e forneceu links que direcionavam para um álbum hospedado no site pornográfico. Na página, a polícia constatou simulações explícitas nas quais o rosto da moradora foi acoplado ao corpo de terceiros. Para potencializar o alcance e a identificação, o autor incluiu a marcação do nome de usuário real da vítima.

Investigação e motivação do crime

Após diligências telemáticas de urgência, os investigadores conseguiram vincular diretamente o conjunto probatório digital ao perfil do suspeito. A apuração também revelou que o homem tentava contato unilateral com a vítima desde 2023 pelas redes sociais, sem obter resposta. O histórico evidenciou que a montagem foi criada como forma de vingança.

Durante o interrogatório, o investigado alegou que seus dispositivos teriam sido invadidos por terceiros. No entanto, a versão permaneceu isolada e sem verossimilhança diante das evidências técnicas coletadas pela polícia.

Enquadramento penal e remoção do conteúdo

O homem foi indiciado com base no artigo 218-C, § 1º, do Código Penal , que aponta para divulgação, publicação ou difusão de cena de pornografia, incluindo montagem que simule a participação de vítima real em cena de nudez ou ato sexual com a agravante relativa à vingança.

A tipificação se justificou pela exposição intencional da imagem da vítima com o objetivo de lesionar sua honra e integridade moral. A pedido da autoridade policial, a plataforma removeu a publicação indevida. O inquérito foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis. (Com informações da PCPR)

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Vitor Carvalho
Vitor Carvalho

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e especialista em Jornalismo Investigativo. Tem experiência no rádio, TV e em veículos impressos.