UEPG lança documentário sobre ucranianos refugiados no Paraná

O Governo do Paraná e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) lançam nesta quarta-feira (30), às 16h30, na Cinemateca de Curitiba, o documentário Rodyna, que retrata a trajetória de pesquisadores ucranianos refugiados no estado desde o início da guerra na Ucrânia. A obra é fruto de uma parceria entre a UEPG, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) e a Fundação Araucária. A exibição será restrita à imprensa e convidados.
O filme acompanha a rotina de 22 bolsistas ucranianos acolhidos por universidades por meio do Programa Paranaense de Acolhida aos Cientistas Ucranianos, iniciativa que combina integração social e desenvolvimento científico. O documentário enfatiza a adaptação dos pesquisadores e de suas famílias, evidenciando o impacto humanitário e acadêmico do programa.
Em ucraniano, Rodyna significa “família”, conceito central na obra. O reitor da UEPG e coordenador do projeto, Miguel Sanches Neto, destaca o valor simbólico do documentário: “O filme alia, ao mesmo tempo, a presença desses ucranianos no Paraná e a ausência deles na Ucrânia, por conta do momento de Guerra vivido pelo país”, diz. Segundo ele, a produção tem relevância histórica e humanitária, ao documentar a presença dos refugiados no Brasil e a ausência forçada na Ucrânia em guerra.
Produção e trajetória
Produzido ao longo de três anos, Rodyna teve aproximadamente 200 horas de gravação e mais de 150 horas de edição, resultando em um filme com 67 minutos de duração. A equipe, coordenada pela jornalista Luciane Navarro, percorreu diversas cidades paranaenses, como Curitiba, Ponta Grossa, Irati, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu, além de realizar filmagens em pontos simbólicos da cultura ucraniana, como o Memorial Ucraniano, em Curitiba, e o Museu do Milênio, em Prudentópolis.
As gravações também envolveram instituições como as universidades estaduais do Paraná (UEPG, UEL, UEM, Unicentro, Unioeste e Uenp), a UTFPR, a PUC-PR, e o Instituto Federal do Paraná (IFPR). O documentário registrou o cotidiano dos refugiados, suas contribuições científicas e a relação com as comunidades locais.

Programa permanente de acolhimento
Criado após o início da guerra em fevereiro de 2022, o Programa Paranaense de Acolhida aos Cientistas Ucranianos foi institucionalizado em 2024 como política pública permanente. Coordenado pela Fundação Araucária, o programa oferece suporte social e acadêmico aos refugiados, promovendo sua inserção em atividades de pesquisa e ensino.
O secretário da Seti, Aldo Nelson Bona, destaca o duplo impacto da iniciativa: “O programa tem se revelado de grande sucesso, não só pelo seu aspecto humanitário, mas também pelo aspecto científico”, ressalta. “Trata-se de um material que compõe um acervo importante para compreender este momento crítico que é a guerra, mas também para compreender a perspectiva das pessoas por ela afetadas”.
*Com Assessorias

