05 de junho de 2026

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UEPG lança documentário sobre ucranianos refugiados no Paraná


Por Edilene Santos Publicado 29/07/2025 às 11h51 Atualizado 25/02/2026 às 16h17
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Fotos: Divulgação/UEPG

O Governo do Paraná e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) lançam nesta quarta-feira (30), às 16h30, na Cinemateca de Curitiba, o documentário Rodyna, que retrata a trajetória de pesquisadores ucranianos refugiados no estado desde o início da guerra na Ucrânia. A obra é fruto de uma parceria entre a UEPG, a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) e a Fundação Araucária. A exibição será restrita à imprensa e convidados.

O filme acompanha a rotina de 22 bolsistas ucranianos acolhidos por universidades por meio do Programa Paranaense de Acolhida aos Cientistas Ucranianos, iniciativa que combina integração social e desenvolvimento científico. O documentário enfatiza a adaptação dos pesquisadores e de suas famílias, evidenciando o impacto humanitário e acadêmico do programa.

Em ucraniano, Rodyna significa “família”, conceito central na obra. O reitor da UEPG e coordenador do projeto, Miguel Sanches Neto, destaca o valor simbólico do documentário: “O filme alia, ao mesmo tempo, a presença desses ucranianos no Paraná e a ausência deles na Ucrânia, por conta do momento de Guerra vivido pelo país”, diz. Segundo ele, a produção tem relevância histórica e humanitária, ao documentar a presença dos refugiados no Brasil e a ausência forçada na Ucrânia em guerra.

Produção e trajetória

Produzido ao longo de três anos, Rodyna teve aproximadamente 200 horas de gravação e mais de 150 horas de edição, resultando em um filme com 67 minutos de duração. A equipe, coordenada pela jornalista Luciane Navarro, percorreu diversas cidades paranaenses, como Curitiba, Ponta Grossa, Irati, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu, além de realizar filmagens em pontos simbólicos da cultura ucraniana, como o Memorial Ucraniano, em Curitiba, e o Museu do Milênio, em Prudentópolis.

As gravações também envolveram instituições como as universidades estaduais do Paraná (UEPG, UEL, UEM, Unicentro, Unioeste e Uenp), a UTFPR, a PUC-PR, e o Instituto Federal do Paraná (IFPR). O documentário registrou o cotidiano dos refugiados, suas contribuições científicas e a relação com as comunidades locais.

Programa permanente de acolhimento

Criado após o início da guerra em fevereiro de 2022, o Programa Paranaense de Acolhida aos Cientistas Ucranianos foi institucionalizado em 2024 como política pública permanente. Coordenado pela Fundação Araucária, o programa oferece suporte social e acadêmico aos refugiados, promovendo sua inserção em atividades de pesquisa e ensino.

O secretário da Seti, Aldo Nelson Bona, destaca o duplo impacto da iniciativa: “O programa tem se revelado de grande sucesso, não só pelo seu aspecto humanitário, mas também pelo aspecto científico”, ressalta. “Trata-se de um material que compõe um acervo importante para compreender este momento crítico que é a guerra, mas também para compreender a perspectiva das pessoas por ela afetadas”.

*Com Assessorias

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.