Sanepar presta esclarecimentos na Câmara de Ponta Grossa

Representantes da Sanepar estiveram na Casa de Leis nesta quarta (4) e responderam a questionamentos dos vereadores


Por Cícero Goytacaz
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Foto: Arquivo/DC

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A Câmara Municipal de Ponta Grossa recebeu representantes da Sanepar nesta quarta-feira (4), que prestaram esclarecimentos e foram questionados pelos vereadores, a respeito dos problemas com a água no município. Entre os questionamentos, foi pautada a possibilidade de ressarcimento aos contribuintes, diante dos transtornos por eles enfrentados, com relação ao sabor e odor da água.

Os representantes trataram da questão operacional do abastecimento e do histórico e proteção do manancial de Alagados. Posteriormente, durante os questionamentos, o vereador Ricardo Zampieri (PL) perguntou se os contribuintes teriam alguma compensação financeira, já que continuaram recebendo as faturas mesmo com a água em más condições. “Somos uma empresa pública e não há como determinarmos qualquer tipo de ressarcimento”, respondeu Simone Alvarenga, gerente-geral da Regional Sudeste da Sanepar.

“Estamos atendendo à legislação vigente sobre reembolso. E o problema já está sendo resolvido, estamos tomando ações preventivas, como a perfuração de seis poços. (…) A partir do momento que tenho um novo manancial, diminuímos a dependência do Alagados”, completou Simone.

Potabilidade da água

Apesar das queixas da população, a Sanepar assegurou a total potabilidade da água. Segundo Cynthia Malaghini, gerente de Avaliação de Conformidade, o problema relacionado à presença de algas na represa de Alagados ocasionou uma floração atípica de cianobactérias, acima do normal entre 100 e 150 mil células. No entanto, ela declarou que “a concentração de cianobactérias na água distribuída não passou, em momento algum, do limite estabelecido pela portaria de saúde”. Em altas concentrações, a cianobactérias prejudica a saúde humana.

A gerente de Recursos Hídricos da Companhia, Ester Assis Mendes, complementou sobre o uso de carvão ativado no abastecimento, destacado pelo vereador Léo Farmacêutico (União) como prejudicial à saúde das pessoas, quando em excesso, assim como o cloro. “O carvão ativado é usado no início da captação, não vai na água tratada. E o cloro está sendo dosado dentro do limite aceito pela portaria, fazemos análise de hora em hora e nenhum momento saiu do limite”, defendeu Ester.

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