21 de julho de 2026

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Sanepar presta esclarecimentos na Câmara de Ponta Grossa

Representantes da Sanepar estiveram na Casa de Leis nesta quarta (4) e responderam a questionamentos dos vereadores


Por Cícero Goytacaz Publicado 04/03/2026 às 17h20
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Foto: Arquivo/DC

A Câmara Municipal de Ponta Grossa recebeu representantes da Sanepar nesta quarta-feira (4), que prestaram esclarecimentos e foram questionados pelos vereadores, a respeito dos problemas com a água no município. Entre os questionamentos, foi pautada a possibilidade de ressarcimento aos contribuintes, diante dos transtornos por eles enfrentados, com relação ao sabor e odor da água.

Os representantes trataram da questão operacional do abastecimento e do histórico e proteção do manancial de Alagados. Posteriormente, durante os questionamentos, o vereador Ricardo Zampieri (PL) perguntou se os contribuintes teriam alguma compensação financeira, já que continuaram recebendo as faturas mesmo com a água em más condições. “Somos uma empresa pública e não há como determinarmos qualquer tipo de ressarcimento”, respondeu Simone Alvarenga, gerente-geral da Regional Sudeste da Sanepar.

“Estamos atendendo à legislação vigente sobre reembolso. E o problema já está sendo resolvido, estamos tomando ações preventivas, como a perfuração de seis poços. (…) A partir do momento que tenho um novo manancial, diminuímos a dependência do Alagados”, completou Simone.

Potabilidade da água

Apesar das queixas da população, a Sanepar assegurou a total potabilidade da água. Segundo Cynthia Malaghini, gerente de Avaliação de Conformidade, o problema relacionado à presença de algas na represa de Alagados ocasionou uma floração atípica de cianobactérias, acima do normal entre 100 e 150 mil células. No entanto, ela declarou que “a concentração de cianobactérias na água distribuída não passou, em momento algum, do limite estabelecido pela portaria de saúde”. Em altas concentrações, a cianobactérias prejudica a saúde humana.

A gerente de Recursos Hídricos da Companhia, Ester Assis Mendes, complementou sobre o uso de carvão ativado no abastecimento, destacado pelo vereador Léo Farmacêutico (União) como prejudicial à saúde das pessoas, quando em excesso, assim como o cloro. “O carvão ativado é usado no início da captação, não vai na água tratada. E o cloro está sendo dosado dentro do limite aceito pela portaria, fazemos análise de hora em hora e nenhum momento saiu do limite”, defendeu Ester.

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.