01 de julho de 2026

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PG poderá ampliar licenças-maternidade e paternidade dos servidores públicos


Por Cícero Goytacaz Publicado 28/07/2025 às 21h12 Atualizado 25/02/2026 às 16h17
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Proposta foi defendida em Plenário pela vereadora Joce Canto (PP). Foto: Divulgação/CMPG

A Câmara Municipal de Ponta Grossa está discutindo o Projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 004/2025, que propõe mudanças significativas nas licenças concedidas aos servidores públicos municipais. A proposta amplia os prazos de licença-maternidade, paternidade e luto, reforçando o compromisso com a valorização do funcionalismo e a proteção à família. A proposta foi defendida pela vereadora Joce Canto (PP), que falou sobre os temas envolvidos na sessão do Legislativo desta segunda-feira (28).

Ampliação das licenças-maternidade e paternidade

Entre os principais pontos, destaca-se a licença-maternidade de 180 dias consecutivos, válida também para casos de adoção e natimorto (a partir da 32ª semana de gestação). Em situações de aborto não criminoso, a servidora poderá ter até 30 dias de repouso remunerado, mediante comprovação por perícia médica. “O projeto vai além de um direito trabalhista, é também um avanço social e familiar. (…) Ele também promove a igualdade de gênero no trabalho, quando incentivamos que os pais também possam se afastar para cuidar dos filhos, estamos reduzindo o preconceito contra as mulheres no mercado de trabalho”, defendeu Joce Canto.

A licença-paternidade também ganha novo formato, de 30 dias consecutivos. Em casos de genitor monoparental ou ausência da mãe, o servidor poderá usufruir dos mesmos 180 dias previstos para a maternidade. “É uma licença importante demais para as famílias, afinal fortalece os vínculos. O pai presente participa ativamente dos cuidados e da formação emocional do bebê. Também se divide as responsabilidades com a mãe, todos sabemos como é difícil sair de um parto, seja normal ou cesariana, e ter o apoio do marido em apenas dez dias”, argumentou a vereadora no Plenário.

“Pesquisas mostram que crianças que têm o pai participativo tem melhores índices de saúde emocional, desempenho escolar e também estabilidade social. (…) Tenho certeza que esse projeto contribuirá muito com o desenvolvimento de nossos bebês, para a saúde deles e das mulheres, e para o convívio com os pais”, acrescentou.

Licença-luto

A proposta apresentada determina que a licença-luto será de nove dias para falecimento de pais, filhos, enteados, cônjuge ou companheiro (a). A medida medida busca garantir tempo adequado para o acolhimento emocional dos servidores. “Imaginem vocês perderem sua esposa, seu marido, seu filho, é um luto muito grande, é preciso dar mais dias para que as pessoas possam vivenciar esse luto” comentou Canto.

Confira o projeto na íntegra:

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Durante a sessão, o vereador Guilherme Mazer parabenizou a autora do projeto pela sensibilidade em propor a legislação. “A gente sabe que em sociedades mais avançadas, do ponto de vista do desenvolvimento social, já existem licenças maiores, de paternidade, maternidade”, destacou, ao declarar seu voto favorável à proposição. O projeto foi aprovado com 17 votos em primeira discussão e retornará a Ordem do Dia da Câmara de PG, para segunda e definitiva votação.

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.