Sicredi transforma crescimento da cooperativa em benefícios para a comunidade
Em entrevista ao DC, o presidente Marcio Zwierewicz detalhou projetos e comentou sobre os 20 anos consecutivos de crescimento da cooperativa

A expansão da sede regional do Sicredi acompanha o crescimento da cooperativa nos Campos Gerais, Grande Curitiba, Vale do Ribeira e Força dos Ventos PR/SP. Com metas ambiciosas, o Sicredi projeta fechar o ano de 2026 com 70 agências e chegar a 100 agências até 2030. Em entrevista ao Diário dos Campos, o presidente Marcio Zwierewicz comentou sobre a evolução da cooperativa, destacou o diferencial do Sicredi no cooperativismo de crédito e também no atendimento aos associados.
“O Sicredi vive a comunidade, cada pessoa que tem uma conta aqui se torna uma associada. Com apenas R$ 5 ela se torna também uma dona do Sicredi. E além de buscar serviços financeiros ela busca seu próprio crescimento financeiro e pessoal”, destacou Zwierewicz.
O atendimento pessoal é um pilar da cooperativa. Diante de um cenário onde bancos tradicionais centralizam seu atendimento em meios digitais, com a popularização dos aplicativos de celular, a escolha do Sicredi é seguir abrindo agências físicas, prezando pelo contato direto com seus associados.
“Sabemos que hoje a tecnologia está presente, com inteligência artificial, isso iguala os processos, mas as pessoas continuam fazendo a diferença. Então estamos fazendo aquilo que nosso associado espera de nós. Temos um ótimo aplicativo do Sicredi também, mas na hora de uma operação mais complexa, onde o associado quer explicar melhor o tipo de empréstimo que deseja, o tipo de aplicação financeira que ele quer fazer, é muito bom ter com quem contar! Ter pessoas para conversar”, enalteceu Swierewicz.
A regional do Sicredi que abrange PG, Curitiba e demais municípios nos Campos Gerais, Vale do Ribeira e Força dos Ventos PR/SP, saltou de 50 mil associados em 2017 para 250 mil associados atualmente. Com vinte anos consecutivos de crescimento, a meta é chegar a 500 mil associados até 2030.
Caminhos da expansão
Segundo o presidente do Sicredi em PG, para pensar em dobrar o quadro de associados, é fundamental cuidar bem dos 250 mil que a cooperativa já possui. “Por mais que uma entrevista, uma divulgação em redes sociais e propagandas na televisão sejam importantes, nosso principal fator comercial é o associado que gosta do Sicredi, que vê o que a cooperativa faz por ele, pela comunidade e convida outra pessoa para também fazer parte desse processo”.
“Além disso, acreditamos que temos como diferencial um modelo de negócios assertivo, que tem bom preço, boa qualidade, segurança e a presença, o relacionamento (com o associado) que é único do Sicredi”, acrescentou Zwierewicz.
“Também estamos em praças onde o Sicredi pode crescer muito. Em Ponta Grossa, por exemplo, estamos com 70 mil vínculos, entre associados (50 mil) e poupadores (20 mil), mas é uma cidade de quase 400 mil habitantes; em Curitiba, que tem 1,8 milhão de habitantes, possuímos entre 60 e 70 mil vínculos, então a gente pode crescer muito nesses grandes centros”, analisou.
Ampliação da sede
Recentemente, o Sicredi iniciou a demolição de imóveis ao lado da sede regional, situada na Avenida Ernesto Vilela, no bairro Nova Rússia, para ampliar a sua estrutura (leia mais detalhes no DC). O novo projeto contempla:
- Ampliação de mais de 17 mil m², totalizando cerca de 29 mil m² de área construída
- Construção de uma nova torre executiva
- Centro de eventos com capacidade para mais de 2 mil pessoas
- Três subsolos de estacionamento
“Estamos na fase de conclusão dos projetos arquitetônicos para então partirmos à cotação. Então o valor exato do investimento não temos ainda, mas entendemos que é uma obra de 17 mil m², com três pisos em subsolo e depois mais cinco andares, de grande envergadura, proporcionando um atendimento de maior qualidade”, detalhou o presidente.
A nova sede será uma das maiores do sistema Sicredi e colocará Ponta Grossa em evidência no cenário nacional da cooperativa. “Hoje o Sicredi gera 500 empregos aqui na cidade, dos quais 300 são aqui na sede regional, e com a ampliação do prédio – que ocorre por uma necessidade de expansão, pois já temos colegas alocados em retaguardas de agências, mas atuando pela sede; devemos gerar mais 250 empregos na sede”, completou.
Resultados que permanecem na comunidade
O desempenho da cooperativa reflete na comunidade. Mais de R$ 100 milhões foram distribuídos aos associados no último ano, além de R$ 15 milhões em recursos previstos para investimentos sociais e educacionais.
Um dos projetos beneficiados pelo Fundo Social do Sicredi foi o da Casa da Sopa Espírito Santo, mantido por Aparecida da Silva, a Dona Cidinha, há 20 anos no núcleo Recanto Verde, bairro Cará-Cará, em PG. Em setembro do ano passado, o DC acompanhou a entrega de R$ 10 mil em materiais de construção, para a conclusão de obras no local.
“Fiquei muito feliz de ter ganhado ano passado esse presente, deu para cobrir a estrutura e erminar todo o refeitório. O Fundo Social do Sicredi foi muito importante para a nossa instituição e também é muito importante para a sociedade. Sou muito grata ao projeto, que graças a ele podemos trabalhar mais tranquilos e fazer a diferença na vida daqueles que atendemos”, expressou Dona Cidinha.
“Nos orgulhamos de trabalhar em uma empresa que distribui resultados para o seu sócio e também para a comunidade onde ele vive. Foram mais de 40 projetos, só em Ponta Grossa, atendidos pelo Fundo Social do Sicredi em 2025. Isso é muito gratificante. E temos também nossos programas de cunho educacional, como Educação Financeira, Finanças na Mochila, Cooperativa Escolar, atendendo a todos os níveis de ensino. Com isso ajudamos as pessoas hoje e também preparamos pessoas para o amanhã”, concluiu Marcio Zwierewicz.

