13 de julho de 2026

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Jurados são multados por não comparecerem ao júri da ‘Profe Lu’


Por Felipe Liedmann Publicado 16/06/2021 às 20h32 Atualizado 21/02/2026 às 12h06
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Amigos e familiares de Luciane estavam concentrados em frente ao Fórum de Ponta Grossa e foram surpreendidos com o adiamento. (Foto: Divulgação)

Algo raríssimo ocorreu nesta semana em Ponta Grossa. A falta do quórum mínimo de jurados suspendeu a sessão que julgaria o réu Marcelo Ávila, acusado de matar a esposa, a professora Luciane Ávila, de 42 anos, a facadas no bairro Órfãs. A ausência, no entanto, não passará impune. Cinco dos 14 faltantes vão pagar multa à Justiça. A pena foi determinada pelo juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt.

De acordo com a lei, o jurado que, sem causa legítima, deixar de comparecer no dia marcado para a sessão ou retirar-se antes de ser dispensado pelo presidente pode receber multa de um a dez salários mínimos, a critério do juiz e de acordo com a condição econômica.

No caso das faltas desta semana, Fortes Bittencourt determinou que cada um dos cinco jurados pague dois salários mínimos, o equivalente a R$ 2,2 mil.

Ao todo, 25 pessoas são convocadas. O mínimo para que inicie-se o sorteio daqueles que efetivamente vão compor o júri é 15. Contudo, somente 11 estavam presentes no julgamento de Marcelo Ávila. Diante da situação, o juiz adiou a sessão para 13 de julho.

A reportagem conversou informalmente com advogados da cidade e todos eles disseram que nunca presenciaram algo semelhante, até mesmo os mais experientes.

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