04 de junho de 2026

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Câmara aprova PL para implantação da Maltaria Campos Gerais


Por Patrícia Lucini Publicado 09/08/2021 às 20h46 Atualizado 21/02/2026 às 09h19
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(Foto: Arquivo DC)

A Câmara de Vereadores de Ponta Grossa aprovou, em primeira discussão, na sessão ordinária desta segunda-feira (9), por unanimidade, o projeto de lei 135/21, de autoria do Poder Executivo, para viabilizar a implantação da Maltaria Campos Gerais no município. O projeto aprova protocolo de intenções firmado em junho e o primeiro termo aditivo firmado pelo Município com a Cooperativa Agrária Agroindustrial e Cooperativa Frísia, representantes das seis cooperativas que formam o projeto.

Com o projeto, foi aprovada emenda modificativa aditiva de autoria do vereador Daniel Milla (PSD), que prevê que nas obras de obras de construção civil, instalação e funcionamento da Maltaria Campos Gerais serão contratadas empresas, profissionais e trabalhadores preferencialmente do Município, sempre que presentes os critérios de qualificação exigíveis. A emenda recebeu um voto contrário, da vereadora Josi do Coletivo (PSOL), por entender que a medida é inconstitucional, na medida em que cria reserva de mercado.

A Maltaria Campos Gerais é fruto de um projeto de intercooperação que reúne seis cooperativas paranaenses – Agrária, Bom Jesus, Capal, Castrolanda, Coopagrícola e Frísia -, que projetam investimentos na ordem de R$ 3 bilhões em Ponta Grossa – divididos em duas fases -, com apoio do programa de incentivos do Governo do Estado. A previsão é que a primeira fase seja concluída até 2028 e a segunda parte dos investimentos finalize em 2032. A previsão das cooperativas é iniciar as obras em setembro.

A planta será construída em um terreno de 800 mil m² próximo à montadora de caminhões DAF, na PR-151, adquirido pela própria empresa. A estimativa é que o empreendimento gere cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos, além de beneficiar aproximadamente 12 mil cooperados das seis entidades.

Conforme o protocolo de intenções firmado com as cooperativas, a prefeitura de Ponta Grossa se compromete em investir de forma indireta, mediante diversas isenções fiscais, como IPTU, ITBI e ISS. Em contrapartida, as cooperativas devem investir, em conjunto com outras indústrias, na infraestrutura do local, e incluem construção de trincheira próximo ao acesso do novo complexo industrial.

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