15 de julho de 2026

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Polícia conclui inquérito sobre assassinato de recém-nascido em PG


Por Edilene Santos Publicado 16/09/2025 às 13h37 Atualizado 25/02/2026 às 14h56
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Fachada da 13ª Subdivisão Policial
Inquérito da Polícia Civil de PG apurou que ex-recepcionista causou prejuízo comprovado de R$ 8,1 mil à instituição. Foto: José Aldinan / Arquivo DC

A Polícia Civil concluiu as investigações sobre o assassinato de um recém-nascido ocorrido em Ponta Grossa no dia 19 de agosto. Segundo o delegado Luiz Gustavo Timossi, do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), o crime foi praticado pela mãe da criança logo após o parto.

O crime foi descoberto quando a jovem de 19 anos procurou atendimento médico alegando sofrer de uma crise de hemorroidas. Durante o exame, a equipe constatou que ela havia passado por um parto recente. Questionada, afirmou inicialmente que o bebê teria nascido sem vida. A investigação, no entanto, apontou que o recém-nascido foi assassinado após o nascimento.

De acordo com o inquérito, a jovem alegou não querer a criança porque o suposto pai se recusou a assumir a paternidade. Três homens foram identificados como possíveis genitores e forneceram material genético para exame de DNA, entre eles um adolescente de 17 anos. Os resultados dos exames não foram divulgados.

Bebê morto a golpes de tesoura

De acordo com Timossi, o laudo realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmou que o bebê nasceu com vida e morreu em consequência de traumatismo craniano provocado por objeto perfurocontundente, compatível com uma tesoura. O corpo apresentava múltiplas perfurações distribuídas em várias partes.

A Polícia Civil indiciou a suspeita por homicídio qualificado — por motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, praticado contra menor de 14 anos e contra o próprio filho — além do crime de ocultação de cadáver.

Crime premeditado

Segundo o delegado, a jovem sabia da gravidez e chegou a tentar interrompê-la com métodos abortivos. Durante toda a gestação, ocultou o estado de familiares e conhecidos, criando justificativas para o crescimento abdominal. A análise do caso apontou que ela agiu com dolo e premeditação.

O inquérito foi encaminhado ao Judiciário para apreciação do Ministério Público. As penas para os crimes podem chegar a 50 anos de prisão.

Delegado Timossi conta mais detalhes sobre o caso:

*Com Assessorias

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.