17 de julho de 2026

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Nova prisão revela detalhes de trama assassina em Ponta Grossa


Por Danilo Kossoski com assessorias Publicado 30/04/2025 às 11h20 Atualizado 25/02/2026 às 18h50
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Ricardo de Oliveira Osinski

A Polícia Civil de Ponta Grossa prendeu, na manhã de terça-feira (29), através do setor de homicídios, um homem de 25 anos. Foi o resultado da Operação Cuidado Fatal, que realizou diligências relacionadas a um assassinato em Ponta Grossa, ocorrido em março. O suspeito, detido nesta semana em Jaguariaíva, é apontado como executor de Ricardo de Oliveira Osinski, cujo corpo foi encontrado no dia 26 de março de 2025 na Estrada do Alagado, área rural de Ponta Grossa.

Após a prisão o suspeito, identificado como sendo interno de uma clínica terapêutica de propriedade do casal, acabou confessando o crime. Ele afirmou ter matado a vítima a mando do casal, onde Ricardo também estava internado anteriormente.

Entenda o caso de assassinato em Ponta Grossa:

Um corpo na estrada

A investigação sobre o assassinato de Ricardo de Oliveira Osinski, de 40 anos, começou no dia 26 de março de 2025. Na ocasião, um corpo ainda sem identificação foi encontrado na Estrada do Alagado, área rural de Ponta Grossa, com diversos golpes de arma branca. Mais tarde, foi identificado que o corpo era de Ricardo, ex-paciente da clínica terapêutica administrada por um casal que se tornou o principal alvo das investigações.

Um acidente em pousada

No curso das apurações, descobriu-se que, no dia 11 de março, Ricardo havia sido hospitalizado após um acidente em uma pousada. O proprietário da clínica, listado como contato de emergência, foi chamado ao local e teve acesso aos pertences e ao celular da vítima. A partir desse momento, começaram a ser realizadas transações bancárias em favor da clínica e de seu proprietário.

Crime na UPA e sumiço de Ricardo

Segundo o delegado Luís Gustavo Timossi, “enquanto a vítima ainda estava hospitalizada na UPA, foram desviados R$ 86.500,00 de sua conta bancária”. Após receber alta médica, Ricardo desapareceu, e os desvios de sua conta se intensificaram, continuando mesmo após sua morte.

A prisão do casal

No dia 10 de abril, a Polícia Civil prendeu temporariamente o casal proprietário da clínica localizada em Ponta Grossa, suspeito de envolvimento no assassinato e no desvio de mais de R$ 143 mil da conta de Ricardo. Durante as buscas em endereços ligados ao casal, foram encontradas bicicletas adquiridas com o dinheiro da vítima. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores até o montante desviado. O delegado responsável destacou que as evidências apontavam para um crime com motivação financeira.

O terceiro suspeito

As investigações avançaram, e na manhã de terça-feira, 29 de abril, a Polícia Civil prendeu um terceiro suspeito, um homem de 25 anos, interno da clínica do casal investigado. A prisão ocorreu durante a Operação Cuidado Fatal, conduzida pelo setor de homicídios.

A confissão

O suspeito confessou ter matado Ricardo a mando do casal, que temia que as transações financeiras fossem descobertas. Ele revelou que a vítima foi mantida em cárcere privado na residência do casal por vários dias, sendo dopada sob ordens dos investigados.

Objetos de Ricardo

Em sua confissão, o homem indicou o local onde estavam escondidos os cartões bancários usados para realizar saques e compras com o dinheiro de Ricardo, além de outros pertences da vítima. Esses itens foram encontrados na residência do casal durante uma diligência conjunta da Polícia Civil e Científica.

Vias de conclusão

Com a prisão do terceiro suspeito, as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime. O delegado Luís Gustavo Timossi aguarda os resultados de exames periciais e outras diligências para concluir o caso. “As evidências apontam para um crime premeditado com motivação financeira. Há fundada suspeita de que os suspeitos teriam se aproveitado da vulnerabilidade da vítima, que era dependente química, para obter acesso às suas contas bancárias”, reforçou o delegado responsável pela investigação. (As informações são da 13ªSDP)

Delegado Timossi detalha o caso:

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