03 de junho de 2026

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Itaipu doa mais de mil mudas de plantas medicinais para indígenas


Por Das Assessorias Publicado 13/11/2024 às 13h54 Atualizado 25/02/2026 às 22h49
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Crédito: Ana Paula Soukef

O Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), mantido pela Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), doou 1.210 mudas de plantas medicinais para o projeto “Opaná: Chão Indígena”, iniciativa da Fundação Luterana de Diaconia (FLD) em parceria com a própria Itaipu. O projeto atua na sustentabilidade ambiental e alimentar de comunidades Guarani do Oeste e Litoral do Paraná.

A doação foi feita na segunda-feira (11) e as mudas já começaram as ser distribuídas entre a comunidades indígenas. Entre as espécies, está alfavaca, arnica, boldo, cavalinha, centelha asiática, ginseng, hortelã, jambu, jurubeba, malvarisco, maracujá, manjerona, orégano, penicilina e salva-cidreira. O objetivo é reforçar o cultivo e o uso tradicional das plantas medicinais, contribuindo para a saúde e a preservação dos saberes ancestrais das comunidades.

O cacique Lino César Pereira, do Tekoha Tape Jere, em Santa Helena (PR), destacou a importância da iniciativa para a revitalização dos remédios naturais. “Conhecemos muitas plantas medicinais, mas muitas delas já não existem mais em nossos territórios. Com esse apoio, podemos voltar a plantar e preparar nossos próprios medicamentos. Isso ajudará nossa comunidade a recuperar o que perdemos”, comentou. O cacique também ressaltou que esta ação contribui para o fortalecimento cultural, pois “ter um quintal de remédios é vital para a saúde, a vida e a cultura Guarani”.

Ainda segundo ele, as plantas medicinais desempenham um papel muito relevante dentro das comunidades indígenas, sendo utilizadas há séculos como fontes primárias de tratamento natural. Muitas dessas plantas contêm compostos bioativos com propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas e antioxidantes que ajudam a prevenir e tratar diversas doenças, além de possuírem finalidades de fortalecimento espiritual dentro da visão indígena.

Mariana Batista, assessora de projetos da FLD e estudiosa de plantas medicinais, disse que, durante os encontros coletivos para construção dos Planos Comunitários do projeto Opaná, as famílias indígenas participantes se mostraram entusiasmadas ao dialogarem sobre o cultivo de plantas medicinais.

“Para o povo Guarani, essas plantas são verdadeiras fontes de vida, oferecendo remédios, extratos, emplastros e preparados essenciais à saúde e ao bem-estar. Quando integradas a sistemas agroecológicos, essas espécies também desempenham um papel importante no equilíbrio biológico do agroecossistema, enriquecendo a diversidade da flora local e atraindo polinizadores como as abelhas nativas”, afirmou. Ela acrescenta que esse ciclo natural contribui para a produção de alimentos, preservação das espécies, controle de doenças e manutenção da saúde do solo.

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