03 de junho de 2026

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Queimadas devem elevar preço de alimentos, diz Fecomércio PR


Por Das assessorias Publicado 20/09/2024 às 16h51 Atualizado 25/02/2026 às 23h54
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Tomate, batata e óleo de soja registram queda de preço, aponta índice do Ipardes Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,02% no Brasil e de 0,36% em Curitiba e Região Metropolitana (RMC) no mês de agosto. A principal responsável por esse resultado foi a redução nos preços de alimentos e bebidas, em especial os alimentos in natura, que tiveram uma queda expressiva de 14,18% na capital paranaense. Porém, o preço dos alimentos tende a aumentar agora, em consequência das queimadas verificadas em todo o País. É o que apontam especialistas da Fecomércio PR.

Segundo o economista e assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, a queda verificada até agora reflete o restabelecimento das condições de oferta e demanda de produtos agrícolas, que vinham sendo pressionadas por fatores climáticos adversos no início do ano. “A diminuição de preços em tubérculos, raízes e legumes foi significativa, registrando deflação de 16,31% no Brasil e de 14,18% em Curitiba”, explica Dezordi.

Consequências de queimadas

Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada em Curitiba e RMC foi de 2,96%, abaixo da média nacional de 4,24%. Apesar da recente deflação nos alimentos, o grupo continua pressionado, com alta acumulada de 17,01% em Curitiba.

“Tudo indica que as condições de oferta e demanda estão se restabelecendo na nossa economia, após o severo efeito negativo do excesso de chuvas no final do ano passado e início desse ano”, afirma Dezordi. “A preocupação agora é com a forte estiagem e queimadas em grandes regiões produtoras de nossa economia”, ressalta o economista da Fecomércio PR.

IPCA Curitiba no Mês de Agosto

Os itens que mais subiram de preço em Curitiba e Região Metropolitana no mês de agosto foram a tangerina (11,95%), mamão (10,56%), banana-d’água (9,95%), patinho (5,52%) e banana-prata (4,95%). De acordo com Dezordi, outro produto de consumo diário das famílias que tende a subir nos próximos meses é a carne, em decorrência as queimadas que prejudicam o pasto.

Os subitens que registraram as maiores quedas no IPCA-Curitiba foram: batata-inglesa (-21,05%), cebola (-13,00%), cenoura (-11,53%), passagens aéreas (-10,55%) e alho (-9,41%). “Depois de sucessivas altas no início do ano, o preço de tubérculos, raízes e legumes continua a cair em Curitiba”, destaca o assessor econômico da Fecomércio PR. “Chama a atenção também a queda de 5,45% no preço do etanol no mês de agosto”, acrescenta Lucas Dezordi.

IPCA Curitiba no Acumulado no Ano: Janeiro a Agosto

Em Curitiba, além dos alimentos in natura estarem subindo de preços, a passagem de ônibus intermunicipais aumentou 13,78% no acumulado do ano. “A partir de 5 de fevereiro de 2024, o preço da passagem de ônibus do sistema metropolitano paga com cartão transporte, que atende 20 cidades da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), subiu de R$ 4,75 para R$ 5,50”, esclarece.

Maiores altas e quedas do IPCA Curitiba em 12 meses

Em 12 meses, os preços da tangerina (88,23%), azeite de oliva (49,06%), batata inglesa (48,75%), manga (44,69%), arroz (30,82%) e cebola (26,08%) ampliaram de forma expressiva. As condições climáticas adversas de excesso de chuvas no início do ano e estiagens em regiões agrícolas importantes vêm contribuindo para um aumento expressivo nos preços dos alimentos in natura.

Em Curitiba e Região Metropolitana tiveram quedas significativas os preços dos produtos como a cenoura (-20,28%), artigos de iluminação (-15,58%), gás encanado (-12,47%), ovo de galinha (-12,44%), costela (-10,71%), farinha de trigo (-9,95%) e capa de filé (-9,95%).

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