04 de junho de 2026

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Jovens foram mortas em Piraí do Sul por terem recusado sexo


Por Felipe Liedmann Publicado 22/02/2022 às 15h20 Atualizado 21/02/2026 às 03h23
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Luhana (17 anos) e Cintia (23 anos) haviam saído juntas no final de semana. Foto: Reprodução / Correio dos Campos

A Polícia Civil divulgou que Luhana Lopes Teles, 17 anos, e Cintia Marques da Silva, 23, foram brutalmente assassinadas em Piraí do Sul, a 70 quilômetros de Ponta Grossa, porque teriam recusado sexo a um dos envolvidos no crime. A informação foi repassada pelo delegado Jairo Luiz Duarte de Camargo, que pretende finalizar o inquérito nesta semana. As duas meninas ficaram quatro dias desaparecidas até terem os corpos encontrados. Os cadáveres estavam enterrados e decapitados na zona rural do município de 25 mil habitantes.

As autoridades confirmaram que as meninas receberam tiros de espingarda e levaram golpes de facão pelo corpo. Dois adolescentes, de 13 anos e 17 anos, e um homem de 24 anos cometeram o crime, segundo a Polícia. O maior de idade conhecia as duas garotas e estava com elas na madrugada do desaparecimento. Foi a ele quem as jovens recusaram relações sexuais.

Os outros dois suspeitos são irmãos e estão no Cense de Ponta Grossa. O último capturado foi o adolescente de 17 anos. Ele foi apreendido na manhã de sexta (18) em Piraí. Estava escondido em uma casa abandonada no bairro Cristo Redentor.

Conforme o delegado, pela recusa de sexo, as garotas foram abusadas e tiveram os cadáveres violados sexualmente. “Os corpos apresentavam tiros de espingarda cartucheira na cabeça, no peito e nas costas. Haviam golpes de facão pelo corpo. Antes de serem mortas, foram abusadas sexualmente pelo maior de idade. O maior também fez sexo com o cadáver. Um [dos cadáveres] já estava decapitado e a outra [vítima] estava agonizando”, detalha.

Imagens de câmeras de segurança revelaram que as meninas entraram naquela madrugada em um Renault Clio Sedan de cor branca. Foi a última imagem das jovens com vida. O proprietário do carro é o rapaz de 24 anos, que trabalhava como boia-fria na zona rural da cidade e tinha passagens pela polícia por porte irregular de arma de fogo e tráfico de drogas.

No dia da abordagem policial, o suspeito estava acompanhado do adolescente de 13 anos. Ambos foram levados à delegacia e o garoto confessou o crime. Ele deu detalhes sobre os assassinatos. No depoimento, revelou também a participação do irmão. Já o maior de idade negava o crime e optava por se manter em silêncio na maior parte do interrogatório.

Carro vai passar por perícia

Antes de concluir o inquérito, as autoridades policiais vão analisar laudos periciais do carro usado no dia do crime. A perícia deve ser feita nesta terça-feira (22). O objetivo é a localização de manchas de sangue. Entretanto, o delegado não crê que Luhana e Cíntia tenham sido agredidas antes de chegarem ao local do assassinato.

“É sangue de quando [autores] entraram no carro após o crime. Manchas no puxador da porta. A perícia é neste sentido”, relata.

Dinâmica do crime

Conforme os relatos do adolescente de 13 anos, o trio levou as duas meninas até a zona rural. Chegando no Morro da Onça, bairro de Brotas, as vítimas foram levadas até o meio de uma região de mata, abusadas sexualmente e mortas com disparos da espingarda e golpes de facão. As cabeças foram arrancadas com o mesmo facão. O armamento não foi apreendido.

“Os dois corpos foram enterrados juntos e as cabeças ficaram a 30 metros dos corpos, separadas uma da outra. O que encontramos no local corroborou às informações repassadas pelo adolescente”, diz o delegado, que se deparou com cena de terror na região.

No percurso até os corpos, os policiais encontraram manchas de sangue e fios de cabelo das vítimas. “Os autores foram tapando as manchas e os fios com terra. Quiseram ‘maquiar’ o local. Elas [vítimas] sofreram muito”, afirma Jairo Luiz Duarte de Camargo.

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