19 de julho de 2026

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Barreado está entre as piores comidas do Brasil, aponta ranking


Por Da Redação Publicado 17/10/2024 às 19h46 Atualizado 25/02/2026 às 23h22
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Barreado é simbolo da culinária paranaense. Foto: Gilson Abreu/AEN

Foi divulgada na última quarta-feira (16) pelo guia Taste Atlas, dos Estados Unidos, uma nova lista das 36 piores comidas do Brasil. No ranking, o barreado, prato típico do Paraná, apareceu novamente no ranking, ocupando a 32ª posição, uma queda em relação à 34ª posição da edição anterior.

A classificação é baseada nas votações dos usuários da plataforma, que atribuem notas de 0,5 a 5. Entre as principais comidas do ranking, se destacam o coxão duro, com a pior avaliação, recebendo nota 1.5, seguido pelo cuscuz paulista, que obteve 2.9.

O arroz com pequi e o acém aparecem com notas de 3.1, enquanto a maria-mole e o lagarto têm notas de 3.3. Outras comidas presentes na lista são sequilhos e o sagu, ambos com nota 3.5. O barreado foi avaliado com 3.9.

Ranking das piores comidas do Brasil

1 – Coxão duro (1.5)

2 – Cuscuz Paulista (2.9)

3 – Arroz com Pequi (3.1)

4 – Acém (3.1)

5 – Maria-mole (3.3)

6 – Lagarto (3.3)

7 – Sequilho (3.5)

8 – Sagu (3.5)

9 – Tareco (3.5)

10 – Coxão mole (3.5)

Saiba o que é o barreado

O processo para obtenção da IG foi iniciado em 2014 e concluído em 2022, quando o barreado tornou-se o 100º produto brasileiro com o reconhecimento nacional concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O preparo tradicional do barreado surgiu a partir de uma receita culinária originária da região dos Açores, em Portugal, e que foi adaptada à realidade do Litoral paranaense, com o uso de alimentos e temperos típicos da região. Tradicionalmente, ele era preparado como um prato festivo, servido em casamentos, batizados e aniversários, além de festas da comunidade e religiosas, de acordo com a documentação enviada ao Instituto. Era feito também nos mutirões de colheita das comunidades litorâneas.

O prato é feito à base de carne bovina, que é cozida por no mínimo oito horas em uma panela fechada com goma de farinha de mandioca. Após o cozimento, ela é servida já se desmanchando misturada com farinha de mandioca branca na forma de pirão, e servida com banana-da-terra, segundo a documentação apresentada ao INPI. Tanto a farinha de mandioca quanto a banana que acompanham o prato são oriundos de produtores agrícolas da região. 

Na foto, Antônio Fernando da Cruz e Maria Cruz, que costuma frequentar os restaurantes de Morretes para almoçar até mesmo nos dias de semana.
Foto: Gilson Abreu/AEN

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