26 de julho de 2026

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Segunda safra de feijão deve superar 112 mil toneladas


Por dmais Publicado 31/05/2015 às 03h00 Atualizado 22/02/2026 às 22h30
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Os produtores de feijão dos Campos Gerais (18 municípios) finalizaram em maio a colheita da segunda safra. Foram colhidas cerca 112,64 mil toneladas de grãos, 21,88% a mais que na safra 2013/2014, quando a cultura rendeu 92,42 mil toneladas. O resultado atual é o melhor dos últimos cinco anos, segundo o levantamento do Departamento de Economia Rural do núcleo regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Deral/Seab) em Ponta Grossa.

De acordo com o economista do Deral, Luís Alberto Vantroba, a produtividade também é a melhor, com 2.298 quilos por hectare. Na safra 2013/2014 foram colhidos 1.996 quilos por hectare, enquanto que na colheita 2010/20111 foram 2.214 quilos por hectare. Esta é 16,88% maior que a rentabilidade do ano passado.

Segundo o economista, os bons resultados estão ligados a fatores como condições climáticas, investimento em tecnologia e aposta em novas variedades, tendo em vista que a área plantada aumentou, porém é menor que a de 2012/2013.

Nesta safra, os produtores destinaram 49,01 mil hectares para o plantio do feijão, dois mil hectares a mais que na passada, quando foram plantados 47 mil hectares. Em 2012/2013 foram 63,12 mil hectares.

O economista observa que os produtores passaram a investir no feijão da segunda safra nos últimos anos, tendo em vista a recuperação dos preços. “Não se plantava a segunda safra, mas ela foi ganhando terreno e os produtores se especializando e hoje ela supera a primeira safra”, conta.

Mercado

A aposta na segunda safra tem explicação no mercado agrícola, com a saca de 60 quilos do feijão carioca (cor) sendo vendida entre R$ 100 e R$ 130, enquanto o preto de R$ 90 a R$ 110. No fim do ano passado, entre setembro e outubro, a saca do carioca estava em torno de R$ 40. “Como o preço não estava estimulante os produtores diminuíram o plantio da primeira safra, mas em novembro, dezembro, houve melhora e o preço subiu, levando ao aumento da área na segunda safra”, diz.

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