
O presidente da AMTT (Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte), Romualdo Camargo, prestou depoimento à CPI da VCG. A CPI do transporte coletivo instaurada na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa com o propósito de investigar a concessão da operação dos serviços de transporte coletivo público urbano em Ponta Grossa, a CPI da VCG como vem sendo chamada, deu início nesta terça-feira (24) às oitivas. Além de Camargo, prestou depoimento uma funcionária da autarquia.
Camargo foi o primeiro a participar e respondeu a várias perguntas do presidente da CPI, vereador Leandro Bianco (Republicanos) e demais vereadores integrantes da comissão: Geraldo Stocco (PSB), Missionária Adriana Jamier (SD), Léo Farmacêutico (PV) e Divo (PSD). Os vereadores questionaram principalmente sobre o acesso que a AMTT tem a informações da VCG.
Conforme Camargo, a AMTT tem acesso às informações como número de passageiros e arrecadação da empresa em tempo real. Ainda segundo ele, a empresa disponibiliza suas informações contábeis, mas aponta que a contabilidade é complexa. “Para saber todos os dados, tem que auditar, não tem como saber se a empresa está dando lucro ou prejuízo, pois a Autarquia não tem estrutura para isso, teria que ter equipe técnica e qualificada para isso”, frisa.
À CPI da VCG, ele afirma ainda que a AMTT não fiscaliza a contabilidade da empresa, mas o custeio da passagem. “Não tem como fiscalizar a contabilidade da empresa; o lucro líquido da empresa não tem como fiscalizar sem auditoria; a empresa manda auditado pelo seu contador, mas não há como fazer conferência”, explica ao ser questionado sobre as informações prestadas pela concessionária à autarquia. Conforme o presidente, as informações são prestadas e a fiscalização feita atendendo às determinações contratuais, conforme a lei 7.018/02, que dispõe sobre a prestação de serviços públicos municipais de transporte coletivo. Também foi ouvida pela comissão a funcionária responsável pelo setor financeiro da autarquia, Rosana da Cruz Silva.
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Avaliação
O presidente da CPI avalia que os trabalhos foram produtivos. Ele cita que a informação mais relevante da oitiva foi justamente a falta de auditoria em relação ao contrato entre VCG e Município. Bianco destaca que a falta de equipe técnica também impacta nos trabalhos da própria CPI. “Para ir mais a fundo, seria importante contarmos com economista, contador, para avaliar os documentos, os números”, cita.
Próxima oitiva
Na próxima terça-feira (31) será realizada nova oitiva pela CPI da VCG; para a data serão convocados profissional técnico da AMTT responsável pela fiscalização do contrato entre VCG e Município, e os ex-presidentes da autarquia, Celso Ciesak e Roberto Pelissari.
