09 de junho de 2026

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Negócios e empregos nos segmentos vegetariano e vegano


Por dmais Publicado 26/10/2013 às 13h29 Atualizado 23/02/2026 às 17h32
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Os segmentos vegetariano e vegano estão expandindo e, de uma forma mais simplista, é só observar a gama de produtos veggies que havia há 10 anos e o que há agora. Hoje temos leite condensado, creme de leite, enlatados, embutidos, congelados, queijos e tantos outros produtos sem nenhum componente de origem animal. Para conhecer um pouco mais sobre as novidades e tendências nestes segmentos, conversamos com Ricardo Laurino, coordenador da Sociedade Vegetariana Brasileira – Grupo Curitiba e organizador do Vegfest – IV Congresso Vegetariano Brasileiro que aconteceu em Curitiba, de 25 a 29 de setembro.

Quais são as possíveis áreas de atuação quando se trata de vegetarianismo? E veganismo?

A exploração animal acontece em vários setores, por isso o leque de atuação é bem variado: produtos de higiene/limpeza, cosméticos, remédios, suplementos, móveis/ decoração, moda, pesquisa, tapeçaria e, claro, alimentação. É importante esclarecer que o vegetarianismo se trata da dieta – alimentação sem origem animal – enquanto o veganismo aborda todo o estilo de vida: não utilizar produtos de origem animal ou que ofereçam algum tipo de exploração desde seu desenvolvimento. No Brasil, 8% da população se declara vegetariana (IBOPE) e 28% quer reduzir o consumo de carne (Ipsos). Ao contrário dos produtos “não vegetarianos”, o mercado veggie tem praticamente 100% da população como cliente em potencial, pois ele é inclusivo. Prova disso é que o mercado de alimentos saudáveis (não necessariamente 100% veggie) cresceu 80% ao ano entre 2004 e 2009. Em 2011, movimentou R$ 40 bilhões e estima-se que em 2015 será de R$ 55 bi.

Você pode citar algumas das empresas de maior sucesso nesse setor?

Na área de cosméticos, a Surya Brasil vem se destacando aqui e no exterior. No setor de confecção a Stella McCartney é um ótimo exemplo, mas no Brasil temos a King55. A Melissa é “vegana”, apesar de não terem a filosofia como estratégia de negócio. Mas é um ótimo exemplo que um produto pode ser lucrativo, bonito e sem exploração animal embutida. E também há a Picadilly, que não usava couro por razões que desconheço, no entanto, viram o potencial desse nicho de mercado e agora utiliza essa característica como diferencial positivo para empresa.

 

 

 

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