09 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Jovens querem independência financeira, mas não fazem plano de carreira


Por dmais Publicado 25/10/2014 às 12h39 Atualizado 23/02/2026 às 17h52
Ouvir: 00:00

Guardar dinheiro e planejar a carreira parecem dois hábitos distantes dos jovens profissionais brasileiros. É o que aponta um estudo feito para entender o comportamento dos jovens das classes C e D no mercado de trabalho.

De acordo com os dados, apenas 7% dos entrevistados pensam em um plano de carreira e 80% deles estão em cargos subordinados. Além disso, 56% desses jovens gastam os seus salários com lazer e bens de consumo.

O levantamento foi realizado entre março e junho deste ano com 812 participantes entre 16 e 22 anos, que estavam trabalhando em empresas de varejo, telemarketing, fast-food, companhias aéreas, bancos e pequenos negócios, em cinco diferentes regiões do Brasil: São Paulo (SP), interior paulista, Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Recife (PE).
Ainda de acordo com o levantamento, 61% desses jovens cogitam sair de seus empregos no curto ou médio prazo, enquanto que 50% permanecem no máximo por um ano nas corporações.
Percebemos que o jovem entra nas empresas sem pensar em planos de carreira ou em constituir uma reputação. Essa postura faz com que tanto empresas quanto gestores – por serem de outras gerações – critiquem essa massa de jovens em vez de procurar entendê-los, para daí então tentar motivá-los. Os desencontros de valores são alguns dos motivos que ocasionam o alto índice de rotatividade, explica Jean Soldatelli, diretor de Novos Negócios e Comunicação da consultoria Santo Caos, responsável pela pesquisa.
De acordo com Soldatelli, os números refletem a ascensão econômica das classes C e D, quebrando o paradigma de que todo jovem dessas camadas sociais é obrigado a ajudar os pais no sustento da família. Segundo o executivo, a pesquisa mostra que 30% dos jovens entram no emprego buscando independência financeira, enquanto apenas 19% entram no mercado de trabalho para ajudar nas despesas do lar, ou por buscarem apenas um primeiro emprego. Outros 13% querem ter experiência profissional e, para apenas 5%, a relevância da marca no mercado é essencial para sua entrada na respectiva companhia.
No entanto, 56% confessaram gastar com lazer e consumo, inclusive os que estão trabalhando para ajudar nas despesas familiares. A procura por um emprego é motivada por independência financeira e, consequentemente, os gastos com lazer e consumo acontecem cada vez mais cedo e numa frequência muito maior, aponta Soldatelli.

 

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Negócios e Oportunidades

AECIC cria programa de incentivo ao associativismo, incluído crédito

Publicado 04/08/2020 às 03h00

Numa próspera conjunção de fatores para o desenvolvimento de negócios foi fundada, em março de 1977, pelos principais dirigentes das…


Numa próspera conjunção de fatores para o desenvolvimento de negócios foi fundada, em março de 1977, pelos principais dirigentes das…