03 de julho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Bolsonaro faz live às vésperas do Natal e fala sobre armas, covid e empregos


Por DCMAIS Publicado 25/12/2020 às 13h04 Atualizado 21/02/2026 às 17h34
Ouvir: 00:00
Foto: Arquivo

Redação do Estadão Conteúdo

Em transmissão ao vivo nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a pauta armamentista nesta quinta-feira (24). O chefe do Executivo citou a renovação das mesas do Congresso em fevereiro e indicou a possibilidade de enviar um projeto de lei para revogar o Estatuto do Desarmamento.

“Para nós do Executivo também temos nossas preferências, a gente não entra de peito aberto na campanha da Câmara e do Senado para respeitar a autonomia deles, mas no fundo todo mundo torce”, afirmou. E acrescentou: “De acordo com a mesa, a gente pode botar em votação um projeto de lei que trata de revogar o Estatuto do Desarmamento”‘, disse.

Bolsonaro reforçou ser a favor de armar a população e justificou que “os vagabundos” já estão armados. “Eu quero que o povo brasileiro todo se arme porque a vagabundagem já está armada”, declarou. Bolsonaro também voltou a justificar a necessidade de armar a população para defender a “liberdade” e mencionou medidas de restrição adotadas pelo governo de São Paulo.

‘Calcinha apertada’

Sem citar diretamente o governador de São Paulo João Doria (PSDB), o presidente criticou a viagem realizada pelo chefe estadual para Miami (EUA). “O povo armado acaba com essa brincadeirinha de vai ficar todo mundo em casa que eu vou passear em Miami. Ah, pelo amor de Deus”, disse Bolsonaro.

Nesta quinta-feira, Doria pediu desculpas em vídeo nas redes sociais pela viagem realizada. O governador embarcou para Miami no dia 22, data em que sua gestão determinou o retorno de todos os municípios à fase vermelha, a mais restrita, do plano de contingência do coronavírus.

“Isso não é coisa de homem. Fecha São Paulo e vai passear em Miami, que negócio é esse? É coisa de quem tem calcinha apertada. Isso é um crime. O povo tem que estar armado porque a arma é garantia de sua liberdade”, declarou Bolsonaro.

Durante a “live”, ele repetiu que “o povo armado jamais será escravizado”. O presidente destacou ainda que o seu governo, por meio de decretos, ajudou “muita gente a comprar armas e comprar munições”. O chefe do Planalto ressaltou medida que estendeu o porte de arma em propriedades rurais e citou que houve diminuição de invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em seu governo.

Emprego

Bolsonaro manifestou expectativa que o Brasil abra mais vagas de empregos em dezembro deste ano na comparação com o último mês de 2019, apesar da pandemia de covid-19. Em novembro, o Brasil criou 414.556 empregos com carteira assinada, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O número é o maior de toda série histórica, que teve início em 1992. Mesmo assim, ainda não houve recuperação das perdas registradas entre março e junho deste ano, período mais agudo da pandemia do coronavírus, quando 1,612 milhão de vagas foram fechadas.

Na “live”, Bolsonaro foi otimista com a abertura de vagas no fim do ano. “Fizemos nossa parte, criamos empregos. Vamos ter mais gente empregada em dezembro deste ano do que em dezembro do ano passado.” Além disso, Bolsonaro reforçou ações adotadas pelo governo federal durante a pandemia do novo coronavírus, como o pagamento do auxílio emergencial e o financiamento a micro e pequenas empresas.

O presidente criticou mais uma vez as decisões tomadas por prefeitos e governadores para o isolamento social. “Se não é o trabalho do governo federal, com sua equipe, meu trabalho, com meus ministros, o Brasil teria se transformado num caos.”

Corononavírus

Após chamar o novo coronavírus de “gripezinha” e minimizar os impactos da doença ao longo do ano, o presidente Jair Bolsonaro gravou um pronunciamento na véspera do Natal se solidarizando com as famílias que perderam entes queridos neste ano.

No discurso, gravado ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o chefe do Planalto procurou dizer que o governo federal agiu em duas frentes, na economia e na saúde, para salvar vidas e empregos. O pronunciamento foi transmitido em uma cadeia nacional de rádio e TV, na noite desta quarta-feira, 24.

“Nessa ocasião, solidarizo-me, particularmente, com as famílias que perderam seus entes queridos neste ano… Externo meus sentimentos, pedindo a Deus que conforte os corações de todos”, afirmou Bolsonaro. O presidente também expressou agradecimento e reconhecimento aos profissionais de saúde, “que continuaram exercendo suas atribuições.”

Casos de covid

O Brasil registrou até este dia 24 190.032 mortes causadas pela covid-19 desde o início da pandemia, em meio a 7.424.430 casos confirmados. Os dados são reunidos pelo consórcio de veículos de comunicação a partir dos registros das secretarias estaduais de Saúde. O consórcio é formado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL.

Em relação às ações do governo na crise, Bolsonaro destacou o pagamento do auxílio emergencial, o financiamento a micro e pequenas empresas e a medida que compensou parte da redução de salários em empresas. Também citou os recursos financeiros repassados a Estados e municípios. “Nossos esforços sempre tiveram como foco principal a preservação da vida e de empregos, pois saúde e economia caminham juntas, lado a lado!, afirmou.

Protestos

Gritos e panelaços foram ouvidos em várias cidades do Brasil na noite do dia 24, durante o pronunciamento de Natal do presidente Jair Bolsonaro na TV. No Rio, os protestos foram ouvidos em vários bairros da capital como Botafogo, Laranjeiras, Cosme Velho, Jardim Botânico e Copacabana, todos na zona sul. Os moradores batiam panelas e gritavam palavras como “fora, Bolsonaro”.

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Geral

Obituário do dia 9 de junho de 2026, de Ponta Grossa e Região

Publicado 09/06/2026 às 20h35

Obituário do dia 9 de junho de 2026, de Ponta Grossa e Região, com falecimentos e sepultamentos ocorridos Obituário de…


Obituário do dia 9 de junho de 2026, de Ponta Grossa e Região, com falecimentos e sepultamentos ocorridos Obituário de…