06 de julho de 2026

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As crianças continuam perguntando sobre o coronavírus? Cuidado para não assustá-las


Por Publicado 16/04/2020 às 14h25 Atualizado 23/02/2026 às 21h32
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Certamente você já explicou para os seus filhos os motivos de as aulas estarem suspensas temporariamente, porque eles não podem brincar no parque, na praia ou com os amigos, entre tantas outras atividades que deixaram de ser feitas coletivamente, mas se as perguntas continuam ou se repetem é preciso ter calma, responder quantas vezes forem preciso e, acima de tudo, cuidar para não assustar principalmente as crianças menores. 

Para a psicóloga, Kassiely Trentin, as explicações devem ser coerentes com a idade de cada criança. “Se for muito pequena, os pais devem apenas reforçar a higienização espontaneamente para não assustá-la, mas se estiver com uma idade maior, apresentando mais compreensão, é indicado chamá-la para conversar de uma maneira natural, utilizando até mesmo de atividades lúdicas, como desenhos, histórias e brincadeiras, descobrindo quais são as informações que a mesma possui”, orienta. 

A psicóloga observa que assim como os adultos, as crianças podem estar confusas, ansiosas e com medo, por isto, é importante conversar com os pequenos em um local onde eles se sintam seguros e confortáveis para relatar suas dúvidas abertamente. “Neste momento é importante falar e explicar os fatos verdadeiros, sem mentir, até mesmo para evitar que a criança repasse informações errôneas, se proteja incorretamente, ou perca a confiança em seus pais”, alerta. 

Na hora de conversar é preciso prestar atenção na linguagem que deve seguir a idade da criança, ser simples e carinhosa, para que ela entenda e diminua o medo. “Ofereça segurança, explicando os motivos pelos quais é preciso ficar em casa, sempre reforçando positivamente o fato de estar na residência para ajudar a si, a sua família e a todos”, diz. 

Segundo a psicóloga, é importante tentar manter a rotina o máximo possível, como forma de diminuir o estresse. “O que não conseguir manter, criar adaptações e oportunidades para brincar e relaxar”, orienta. 

A conversa deve ser finalizada deixando claro que os pais sempre estará ali para orientá-la e disponíveis para conversar. 

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