04 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Vacina em crianças irá reduzir internações, diz pediatra de PG


Por Danilo Kossoski Publicado 29/12/2021 às 12h00 Atualizado 21/02/2026 às 04h48
Ouvir: 00:00

O Ministério da Saúde mantém, até o dia 2 de janeiro, a consulta pública on-line a respeito da vacinação contra covid-19 para crianças em todo o Brasil. O assunto é polêmico, divide posicionamentos, e há quem opte por não expor opinião. Mas o pediatra Dr. Ângelo Luiz De Col Defino acha importante apresentar seu ponto de vista sobre a vacina em crianças.

Em novembro de 2020, Defino foi internado com covid-19 e viu a velocidade com que a doença evolui, de uma gripe para o leito de UTI, da UTI para enfermaria e, depois, para a lenta e gradual recuperação dos pulmões em sua própria casa. Para ele, não há dúvidas, a vacinação de crianças é importante.

Vacina em crianças

“A vacina em crianças de 5 a 11 anos já é usada em outras países e é extremamente importante nessa faixa etária. Em nossa região tivemos muitas internações de crianças com covid, sendo que a doença foi a segunda maior causa de óbito em crianças no Brasil, perdendo só pra acidente de trânsito”, diz.

O médico, que acompanha rotineiramente as informações relativas à pandemia no meio infantil, destaca que quase 600 crianças com covid-19 morreram no Brasil, desde o início da pandemia. Mas as mortes não são a única justificativa para a aplicação do imunizante.

“A vacina também protege das formas graves da doença. E, na criança, além da situação aguda, existe também a síndrome multi sistêmica, que pode aparecer como sequela semanas depois de ter a covid”, diz, se referindo a inflamação que atinge diferentes órgãos do corpo.

Defino garante que a cidade teve muitos casos de crianças internadas, algumas indo para a UTI, e cuja lesão pulmonar não se recupera imediatamente, exigindo medicação a ser administrada por muito tempo. “Temos que pesar os custos e os benefícios. Nos últimos meses tivemos mais mortes de crianças por covid que por meningite”, finaliza.

Boletim

O boletim municipal da covid-19, divulgado quase que diariamente pela Prefeitura de Ponta Grossa, informava, no início deste ano, um óbito atribuído à doença entre jovens com idade de 10 a 19 anos. Nos últimos 12 meses, ocorreu mais uma morte, na mesma faixa etária, totalizando agora duas mortes de adolescentes. Não houve morte de crianças entre 0 e 9 anos.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) não inclui, em seu boletim diário da doença, informações sobre internações de crianças com covid-19.

Município e Estado

A FMS foi consultada pela reportagem do Diário dos Campos e portal dcmais sobre o posicionamento técnico do município em relação à vacinação de crianças. Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura declarou que “entende que esta definição é atribuição do Ministério da Saúde, através do Plano Nacional de Imunização”. Já o Secretário de Estado de Saúde, Beto Preto, se manifestou nesta semana sobre o tema, defendendo a imunização infantil, e destacando que o Paraná foi um dos primeiros estados e pedir vacinação pediátrica.

LEIA TAMBÉM NO DCMAIS: Vacinação de crianças contra covid é apoiada pela Associação Médica

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.