08 de julho de 2026

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Receita Federal explica queda de arrecadação em PG e região


Por Matheus Dias Publicado 30/01/2026 às 10h15
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Receita Federal comenta queda na arrecadação
Foto: Gelson Bampi/Divulgação

A Delegacia da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa (DRF/Ponta Grossa), que possui sob sua responsabilidade uma região com abrangência de 64 municípios, arrecadou, no mês de dezembro de 2025, um total de R$978.553.128,00 (novecentos e setenta e oito milhões, quinhentos e cinquenta e três mil, cento e vinte e oito reais) em tributos fazendários e previdenciários.

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O valor total é, em termos nominais (sem considerar a inflação), 3,13% menor do que o registrado no mês de dezembro de 2024, quando a arrecadação alcançou o montante de R$1.010.209.648,00 (um bilhão, dez milhões, duzentos e nove mil e seiscentos e quarenta e oito reais). Considerando-se o IPCA acumulado no período, verifica-se que houve uma diminuição real de 7,09% nos valores arrecadados.

Considerando-se o acumulado no período de janeiro a dezembro de 2025, a DRF/Ponta Grossa arrecadou um total de R$10.756.955.896,00 (dez bilhões, setecentos e cinquenta e seis milhões, novecentos e cinquenta e cinco mil e oitocentos e noventa e seis reais) em tributos fazendários e previdenciários.

O valor total é, em termos nominais (sem considerar a inflação), 6,37% menor do que o registrado no período de janeiro a dezembro de 2024, quando a arrecadação alcançou o montante de R$11.488.631.272,00 (onze bilhões, quatrocentos e oitenta e oito milhões, seiscentos e trinta e um mil e duzentos e setenta e dois reais).

Motivos para a queda

Entre os fatores que influenciaram a arrecadação do mês de dezembro de 2025 (comparação nominal com o mesmo mês do ano anterior), no âmbito da 9ª Região Fiscal (que congrega os estados do PR e de SC) e que também impactaram a região administrada pela DRF/Ponta Grossa, destacam-se:

  • A região segue com seu desempenho impactado pela relevância do volume dos tributos vinculados à importação (PIS, COFINS, IPI, II), os quais foram negativamente influenciados pela redução do volume em dólar das mercadorias importadas e pelos efeitos do cenário cambial;
  • Resultado da arrecadação previdenciária (+9,0%) (+R$ 853,4 milhões) influenciado pelo crescimento da massa salarial (+10,1% nominal, +5,4% IPCA), ainda que, pelo lado negativo, tenha havido crescimento das compensações (+17,0%);
  • Aumento em COFINS/PIS/PASEP (exceto importação) (+13,2%) (+R$ 419,7 milhões), influenciado positivamente pelos setores de atividades de serviços de financeiro e atividades imobiliárias;
  • Desempenho positivo da arrecadação de IRPJ/CSLL (+10,8%) (+R$ 234,1 milhões), com crescimento nos valores decorrentes da apuração pela Estimativa mensal e Lucro presumido e queda na apuração pelo Balanço trimestral;
  • Crescimento na arrecadação do CPSSS (+124,0%) (+R$ 217,7 milhões);
  • Crescimento (+6,9%) (+R$ 175,8 milhões) no Simples Nacional, salientando que a variação positiva afeta os tributos que compõem esse pagamento unificado (IRPJ/CSLL, PIS/COFINS, Contribuição Previdenciária, IPI, além de ICMS e ISS);
  • Desempenho positivo (+12,6%) (+R$ 146,6 milhões) nos recolhimentos de IRRF – Rendimentos do Trabalho decorrente, essencialmente, do desempenho positivo rendimentos do trabalho assalariado;
  • Retração (-11,6%) (-R$ 715,5 milhões) nos principais tributos relacionados à importação, com queda de -4,5% (-U$ 202,2 milhões) no volume em dólar das mercadorias importadas através da 9ª RF e variação de -10,6% na taxa média do câmbio;
  • Resultado negativo em IRPF (-8,3%) (-R$ 46,6 milhões), principalmente, em função do item IRPF – Ganho de capital na alienação de bens duráveis;
  • IRRF – Capital com retração (-5,7%) (-R$ 34,7 milhões), decorrente do resultado dos itens Juros sobre o capital próprio e Aluguéis em royalties pagos a PF;
  • Desempenho negativo no IOF (-8,2%) (-R$ 21,0 milhões), decorrente, principalmente, do item operações de crédito – PF;
  • Crescimento em IPI – Outros Produtos (+8,3%) (+R$ 47,4 milhões), sem adesão aos resultados dos indicadores de produção industrial, e apesar do aumento no montante das compensações;
  • IPI – Automóveis com resultado negativo (-35,4%) (-R$ 39,7 milhões), em linha com o crescimento no volume das compensações tributárias via Dcomps e queda na quantidade de licenciamentos de veículos;
  • Compensações declaradas no mês (via DComps) no valor de R$ 2.497,5 milhões (+23,9%), especialmente influenciada pelo aumento nas compensações de débitos de Contribuição previdenciária – RGPS;

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Matheus Dias
Matheus Dias

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Paraná. Ex-foca do jornal O Estado de S. Paulo e repórter do DC desde 2022. Tem experiência na comunicação corporativa e na assessoria de imprensa de setores público e privado. Apaixonado por histórias e esportes.