08 de junho de 2026

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Polícia comprova que motorista indiciado por matar sete usava celular ao volante


Por Felipe Liedmann Publicado 07/03/2023 às 19h25 Atualizado 20/02/2026 às 18h02
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Imagem: Reprodução / PCPR

Indiciado por matar sete pessoas em um acidente de trânsito na BR-277, na cidade de Fernandes Pinheiro, o motorista da empresa Catarinense costumeiramente usava o celular enquanto conduzia passageiros pelas rodovias brasileiras. A afirmação partiu da Polícia Civil após investigação da tragédia em uma das principais estradas do Paraná.

Uma varredura no celular do condutor mostrou aos investigadores que ele não só usava o aparelho para ligações como também fazia fotos das rodovias enquanto dirigia, assumindo o risco de causar acidente. As imagens eram enviadas a contatos por meio de aplicativo de mensagens.

Imagem: Reprodução / PCPR

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o motorista também usava o aparelho celular para fazer contato com a ‘ex’. Havia cerca de 200 ligações do homem para uma ex-companheira no período de quatro dias, inclusive tentava contato enquanto dirigia. Ele é investigado por violência doméstica contra a mesma ‘ex’.

Indiciamento

Ao todo, sete passageiros morreram no veículo da empresa Catarinense, sendo cinco argentinos. Outros estrangeiros ficaram feridos. O ônibus havia saído de Florianópolis com destino a Foz do Iguaçu – cidades turísticas do Sul.

Durante as investigações foram realizadas diversas diligências, entre elas oitivas de testemunhas e realizadas perícias pelo Instituto de Criminalística. Com isso foi possível eliminar a possibilidade de falha mecânica e apurar que o motorista adormeceu na direção, causando o acidente.

O delegado Wesley Vinicius conta que o motorista vinha apresentando comportamento inadequado na direção do veículo há, aproximadamente, seis meses.

“Chegando a desviar-se do curso da via devido a episódios de sonolência, utilizar o celular durante a condução do ônibus e a ignorar advertências de que o seu comportamento poderia resultar na fatalidade tragicamente ocorrida”, pontuou o delegado do caso.

Mais sobre o caso:

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