Mortes por síndromes respiratórias crescem 46% na região de PG

Em uma semana, o número de mortes confirmadas por síndromes respiratórias passou de 13 para 19 na área da 3ª Regional de Saúde. O aumento de 46% é maior que o registrado ao nível estadual. No Paraná, os óbitos subiram 8% no mesmo período. Os dados fazem parte do boletim semanal divulgado na tarde desta quarta-feira (25) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
O número de casos registrados na área da 3ª Regional subiu 19%, passando de 308 para 368 num intervalo de sete dias. A cidade com o maior número de casos e mortes é Ponta Grossa. Segundo o último informe da Sesa, o município sede da 3ª RS soma 227 casos e 12 mortes. Também integram a Regional as cidades de Arapoti, Carambeí, Castro, Ipiranga, Ivaí, Jaguariaíva, Palmeira, Piraí do Sul, Porto Amazonas, São João do Triunfo e Sengés.
Casos no Paraná
O boletim divulgado pela Sesa traz um panorama da situação entre 29 de dezembro de 2024 e 14 de junho de 2025, com foco na Síndrome Gripal (SG) e na Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
De acordo com o informe, houve um aumento de 1.228 novos casos de SRAG — o que representa um crescimento de 9% — e 58 mortes a mais (alta de 8%) em relação ao boletim anterior, que registrava 13.408 casos e 683 óbitos. No período analisado, foram contabilizados 14.636 casos de SRAG com hospitalização e 741 mortes causadas por síndromes respiratórias graves.
Os dados revelam ainda que, entre os casos confirmados, 1.974 foram causados por Influenza, 570 por Covid-19, 3.611 por outros vírus respiratórios e 65 por outros agentes etiológicos. Há 5.587 casos classificados como SRAG não especificada e outros 2.829 que seguem em investigação.
Entre os óbitos registrados, 194 (26,2%) foram atribuídos à Influenza, 83 (11%) à Covid-19, 78 (10,5%) a outros vírus respiratórios e 17 (2%) a agentes etiológicos diversos. A maioria dos casos fatais — 355 mortes (48%) — permanece classificada como SRAG não especificada, e outras 14 seguem em investigação. O informe também notificou 355 mortes por causas que não se enquadram nos critérios de SRAG.
Crianças e idosos são os mais afetados
Segundo a Sesa, crianças com menos de seis anos e idosos são os grupos etários mais impactados. Entre os 14.636 casos, 5.573 apresentavam fatores de risco associados, com 338 óbitos registrados nesse grupo.
O levantamento aponta ainda que 4.430 pessoas com fatores de risco internadas por SRAG causada por vírus respiratórios (79,5%) não estavam vacinadas contra a gripe. Entre os óbitos, 275 (81,4%) também não haviam recebido a vacina.
Principais sintomas
Os principais sintomas associados à evolução da gripe para quadros graves incluem febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, alterações no olfato ou paladar, falta de ar, desconforto respiratório, dor no peito, baixa saturação de oxigênio e coloração azulada nos lábios ou rosto (cianose).
Os principais agentes causadores dessas síndromes permanecem os vírus Influenza, SARS-CoV-2 (Covid-19), o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus, que seguem em circulação predominante no estado.
*Com Agência Estadual de Notícias

