Jacutinga tem primeiro ovo após reintrodução nos Campos Gerais

A conservação da biodiversidade nos Campos Gerais ganhou um novo marco. O Parque Ecológico Klabin (PEK) identificou o primeiro ovo de jacutinga (Aburria jacutinga) em vida livre após a reintrodução da espécie na região.
O registro reforça o resultado das ações da Klabin para recuperar aves ameaçadas. Além disso, a iniciativa contribui para a restauração de ecossistemas da Mata Atlântica.
Jacutinga nos Campos Gerais
Em 2022, o PEK liderou uma ação de reintrodução de jacutingas na região. Na ocasião, 30 indivíduos foram soltos em áreas protegidas da Klabin.
A espécie é considerada ameaçada de extinção. Por isso, o nascimento de um filhote representa um avanço importante para a recuperação populacional.
“A postura do ovo por uma fêmea reintroduzida mostra que as aves estão retomando seu ciclo reprodutivo na natureza. Essa etapa é essencial para a recuperação populacional da espécie”, afirma Paulo Henrique Schmidlin, coordenador de Biodiversidade da Klabin.
Além disso, a jacutinga tem papel essencial na saúde da Mata Atlântica. A ave atua como dispersora de sementes e, com isso, ajuda na manutenção e regeneração do ecossistema.
Ovo recebeu cuidados no PEK
A equipe encontrou o ovo em posição vulnerável. Como havia baixa chance de sobrevivência por causa de predadores locais, os profissionais resgataram o ovo e o levaram ao PEK.
No parque, ele recebeu cuidados especializados. Depois disso, o filhote nasceu saudável e passou a conviver com outros indivíduos da espécie.
Todas as etapas, desde o resgate até o manejo no PEK, tiveram acompanhamento das autoridades competentes.
Medidas ajudam na reprodução
Para estimular a reprodução entre os animais reintroduzidos, a equipe do PEK adotou medidas estratégicas. Uma delas foi a instalação de ninhos artificiais em árvores próximas ao parque.
Esses ninhos criam condições mais seguras para a ovipostura, que é o ato de botar ovos. Além disso, o PEK promoveu o plantio de mudas de palmito, alimento preferido da jacutinga, na área de conservação.



Compromisso com a sustentabilidade
Além do trabalho com a jacutinga, o Parque Ecológico Klabin tem histórico relevante na recuperação de espécies ameaçadas. Em 2018, por exemplo, o parque apoiou a reintrodução de antas (Tapirus terrestris) no Rio de Janeiro.
Como resultado, a iniciativa levou ao nascimento do primeiro filhote da espécie naquela região em mais de 100 anos. Mais recentemente, o PEK também realizou a soltura de papagaios-de-peito-roxo (Amazona vinacea) nos Campos Gerais, outra espécie ameaçada.
Essas ações fazem parte dos Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável (KODS). Além disso, o conjunto de metas está alinhado à Agenda 2030 da ONU e integra compromisso ambiental, desenvolvimento social e geração de valor.
Segundo a empresa, conduzir a reintrodução de pelo menos duas espécies extintas localmente é uma das metas previstas nos KODS. Dessa forma, o nascimento do filhote de jacutinga reforça o avanço das ações de conservação na região.
“O nascimento deste filhote reforça que nosso compromisso ambiental de longo prazo está sendo cumprido”, afirma Julio Nogueira, gerente de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Klabin.
Sobre o Parque Ecológico Klabin
Criado e mantido pela Klabin desde a década de 1980, o Parque Ecológico Klabin promove a conservação da biodiversidade. Além disso, o espaço atua na manutenção, reabilitação e preservação de animais silvestres.
Atualmente, o PEK abriga 120 animais de 30 espécies diferentes. Entre elas, estão 10 espécies ameaçadas de extinção em nível estadual.
O parque também desenvolve atividades de educação ambiental. Além disso, realiza pesquisas científicas com a fauna e a flora locais.
Localizado em uma área de quase 10 mil hectares de mata nativa, o PEK conta com áreas de internamento, clínica veterinária e cozinha para preparo da alimentação dos animais. O espaço também possui trilha ecológica e Centro de Interpretação da Natureza.
(Das assessorias)
