03 de julho de 2026

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BC aponta rombo de R$ 7,4 bi em estatais no Lula 3


Por Redação Diário dos Campos Publicado 03/07/2026 às 15h55
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Prédio do Banco Central em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As empresas estatais brasileiras fecharam os cinco primeiros meses de 2026 com déficit primário de R$ 7,4 bilhões. O dado foi informado pelo Banco Central e envolve estatais federais, estaduais e municipais. Além disso, o resultado reacendeu o debate sobre a gestão das empresas públicas durante o governo Lula 3. 

O número chama atenção porque mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025. Naquele intervalo, o déficit somava R$ 3,6 bilhões. Portanto, o rombo avançou em ritmo forte no primeiro semestre deste ano. 

Rombo das estatais supera marca de 2025

Segundo os dados divulgados pelo Banco Central, as estatais acumularam déficit de R$ 7,4 bilhões de janeiro a maio. Em 12 meses, o saldo negativo chegou a R$ 9,7 bilhões.

Apesar disso, maio teve uma melhora pontual. No mês, as estatais registraram superávit de R$ 300 milhões. Em abril, por outro lado, o resultado havia sido negativo em R$ 1,8 bilhão. 

Ainda assim, o acumulado do ano mantém pressão sobre as contas públicas. Dessa forma, o tema ganhou força nas buscas e entrou no debate político e econômico nacional.

O que entra na conta do Banco Central?

O levantamento do Banco Central considera empresas estatais federais, estaduais e municipais. No entanto, o indicador não inclui Petrobras nem bancos públicos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES. 

Por isso, o dado não deve ser lido como lucro ou prejuízo contábil tradicional. Na prática, o BC mede o impacto dessas empresas no resultado primário do setor público.

Ou seja, quando uma estatal apresenta necessidade de financiamento, ela pode pressionar o caixa público. Além disso, esse tipo de resultado entra no cálculo mais amplo das contas do governo.

Contas públicas também pioraram em maio

O dado das estatais aparece em um cenário fiscal mais amplo. Em maio, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,1 bilhões. Esse grupo reúne União, estados, municípios e empresas estatais.

No mesmo mês de 2025, o déficit havia sido de R$ 33,7 bilhões. Assim, o rombo mensal aumentou de forma expressiva na comparação anual. 

Além disso, os juros nominais pesaram no resultado. Em maio, essa despesa somou R$ 107,5 bilhões. Em 12 meses, os juros chegaram a R$ 1,11 trilhão, o equivalente a 8,48% do PIB. 

Dívida pública chega a 81,1% do PIB

O Banco Central também informou alta na dívida pública. Em maio, a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a R$ 10,6 trilhões, o equivalente a 81,1% do PIB.

Já a Dívida Líquida do Setor Público atingiu R$ 8,9 trilhões, ou 67,9% do PIB. Portanto, o aumento dos juros, o déficit primário e o crescimento do endividamento mantêm pressão sobre a política fiscal. 

Governo aponta lucro em outra metodologia

Apesar do déficit apontado pelo Banco Central, o governo federal apresenta outra leitura sobre as estatais. O Ministério da Gestão e da Inovação informou que as estatais federais tiveram lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025.

Segundo o MGI, o resultado representa alta de 45,4% em relação ao ano anterior. Além disso, o ministério informou que o lucro acumulado entre 2023 e 2025 se aproxima de R$ 484 bilhões. 

A diferença ocorre porque os indicadores medem coisas distintas. Enquanto o Banco Central olha o impacto fiscal e a necessidade de financiamento, o governo destaca o lucro líquido contábil das empresas.

Debate deve seguir no centro da economia

Com o avanço do rombo das estatais no acumulado de 2026, o tema deve continuar no centro das discussões sobre contas públicas. Afinal, o resultado entra em um contexto de juros altos, dívida elevada e maior cobrança por equilíbrio fiscal.

Além disso, a comparação com anos anteriores aumenta o peso político do dado. Para a oposição, o número reforça críticas à condução das estatais no governo Lula 3. Já o governo tende a defender que parte dos resultados deve ser analisada junto com investimentos, patrimônio e lucro líquido das companhias.

Ainda assim, o Banco Central mostra que o impacto fiscal das estatais piorou no acumulado do ano. Por isso, o mercado e o Congresso devem acompanhar os próximos relatórios com atenção.

Perguntas frequentes sobre o rombo das estatais

Qual foi o rombo das estatais em 2026?

As estatais brasileiras acumularam déficit primário de R$ 7,4 bilhões entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Banco Central.

O dado inclui Petrobras e bancos públicos?

Não. O levantamento do Banco Central não inclui Petrobras nem bancos públicos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES.

O que significa déficit primário das estatais?

O déficit primário mostra que as empresas estatais tiveram necessidade de financiamento no período. Portanto, esse resultado pode pressionar as contas públicas.

O governo Lula discorda dos dados?

O governo apresenta outra leitura. O Ministério da Gestão informou que as estatais federais tiveram lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025. Porém, esse dado usa metodologia diferente da adotada pelo Banco Central.

Por que o tema ficou em alta?

O assunto ganhou força porque o déficit das estatais mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, o dado envolve o governo Lula 3 e entrou no debate sobre equilíbrio fiscal.

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Redação Diário dos Campos
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A Redação do Diário dos Campos é composta por uma equipe de jornalistas e colaboradores, que produzem conteúdo de qualidade, com foco especial em Ponta Grossa (PR) e região dos Campos Gerais. O DC foi fundado em 1907 como jornal impresso, e atualmente publica notícias em diferentes plataformas.