04 de julho de 2026

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Relação de Trump com China pode beneficiar Brasil, diz ministro


Por Agência Sputinik Brasil Publicado 12/11/2024 às 12h12 Atualizado 25/02/2026 às 22h52
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Foto: Alan Santos /PR

Declaração é do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ao jornal Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (11). Para Fávaro, o aumento de medidas protecionistas dos Estados Unidos contra a China em uma eventual guerra comercial pode reforçar o papel do Brasil como “grande exportador de alimentos”.

“Ele buscará o protecionismo, mas quanto mais exagerar na dose, mais oportunidades vejo para o Brasil […]. Se Trump se desentender com a China, nós vamos aproveitar”, afirmou o ministro ao jornal, acrescentando que o presidente eleito dos EUA terá dificuldades em transformar a retórica da campanha eleitoral em realidade.

Foto: Divulgação Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil

Para o ministro brasileiro, qualquer movimento geopolítico de protecionismo norte-americano pode gerar benefícios indiretos para o Brasil.

“Se Trump endurecer, nós já estamos com um fortalecimento do Sul Global, da relação com o BRICS, temos presença [em outros mercados]. Imagine Índia, China, agora a entrada de países do Oriente Médio. Temos consumo, dinheiro e produtos, e temos paz e segurança na entrega […]. Veja a Ucrânia, que é um grande fornecedor de alimentos para a Europa e o mundo, mas está em conflito. Aqui não temos isso”, exemplificou.

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Quando questionado sobre a falta de acordos comerciais de exportação com grandes países, como Índia e China, o ministro destacou que é preciso cautela, já que essas negociações exigem em contrapartida oportunidades para a indústria de Pequim.

“O presidente Lula diz isto o tempo todo: um bom comércio é equilibrado, onde se vende e se compra, mas se abrirmos muito para a China, destruiremos a indústria brasileira. Então temos que ir dosando, mas estamos fazendo isso com muita sabedoria“, afirmou.

O ministro também explicou que, em breve, o Brasil exportará grandes quantidades de leguminosas para a Índia e que deseja continuar e finalizar o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

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