16 de julho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Pesquisa revela impacto da proibição de celulares nas escolas


Por Edilene Santos Publicado 28/05/2025 às 12h55 Atualizado 25/02/2026 às 18h05
Ouvir: 00:00
Foto: reprodução/Agência Brasil

Uma pesquisa inédita revelou que a maioria dos estudantes brasileiros tem seguido as novas normas sobre o uso de celulares nas escolas, implantada neste ano por meio da Lei Federal 15.100/2025. Realizado pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Equidade.info, o levantamento aponta que 51% dos alunos afirmam cumprir a legislação, evitando levar os aparelhos ao ambiente escolar.

O estudo mostra também que 60% dos professores e 52% dos gestores concordam com as percepções dos alunos sobre a ausência dos dispositivos em sala de aula.

Celulares nas escolas

Os resultados foram apresentados nesta terça-feira (27) pela Frente Parlamentar Mista da Educação e pelo Equidade.info. Entre os 46% dos estudantes que ainda levam o celular para a escola, observam-se diferenças entre as etapas de ensino: no Ensino Médio, o índice chega a 63%, enquanto nos anos finais do Fundamental, cai para 31%.

Fins pedagógicos

Dos alunos que continuam usando o celular nas dependências escolares, 65% relatam fazê-lo para fins pedagógicos, como esclarecer dúvidas ou realizar atividades acadêmicas — ainda que, muitas vezes, sem orientação expressa dos professores.

Apesar da nova regulamentação, quase 56% dos estudantes disseram enfrentar dificuldades para reduzir o tempo de uso dos aparelhos.

Desafio na comunicação escolar

A pesquisa também evidencia um desafio na comunicação escolar: um terço dos alunos ainda não compreende totalmente as regras em vigor. Como alternativa de controle, 25% dos gestores afirmam adotar o uso de caixas para armazenamento dos celulares na entrada das instituições. Contudo, entre os estudantes que ainda levam os aparelhos, 63% dizem preferir guardá-los na mochila durante as aulas.

Amostragem

A pesquisa ouviu 1.057 estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, além de professores e gestores de 149 escolas. A coleta de dados ocorreu entre fevereiro e março.

Escolas do Paraná

Para o Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe/PR), os impactos da lei que proíbe o uso de celulares no ambiente escolar vêm sendo positivos, com relatos de mais atenção durante as aulas e aumento da socialização entre os estudantes. O presidente da entidade, Haroldo Andriguetto Junior, observa que o debate a respeito do uso dos dispositivos móveis pelos jovens em idade escolar deve ser permanente e envolver educadores, famílias e os próprios estudantes. “Nosso papel é apoiar as escolas na construção de estratégias equilibradas, coerentes com seus projetos pedagógicos e com a realidade de suas comunidades”, reconhece.

“Percebemos esse empenho em reduzir as telas e promover um ambiente mais saudável para os estudantes e os consequentes benefícios, como a melhora na atenção e na interação social”, acrescenta o vice-presidente da entidade, Celso Hartmann.

*Com assessorias

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.