Guia orienta pais e educadores sobre uso excessivo de telas por crianças

O uso excessivo de telas por crianças e adolescentes não é uma novidade, visto que a discussão do uso de smartphones, tablets, computadores e demais dispositivos eletrônicos, é uma crescente preocupação entre pais, professores e a sociedade como um todo, em um mundo onde a tecnologia é, praticamente, onipresente.
Não por acaso, na tarde do dia 11 de março, o Governo Federal lançou a iniciativa. O guia intitulado Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais foi desenvolvido para promover um ambiente digital mais seguro, equilibrado e saudável para as novas gerações.
A Lei que mudou o cenário escolar e o dia a dia dos estudantes
Essa nova diretriz sobre uso excessivo de telas é um desdobramento da Lei nº 15.100/2025, que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas, até mesmo durante os intervalos. Essa medida, aprovada recentemente, visa criar um espaço educativo mais focado e menos distraído pelas telas.
O guia, portanto, não apenas oferece orientações aos pais e responsáveis, mas também serve como um recurso para um professor, pedagogo ou educador que precisa se adaptar a essa nova realidade.
As principais recomendações do guia para os pais e responsáveis
O documento apresenta uma série de diretrizes práticas para ajudar os adultos a lidarem com o uso excessivo de telas por crianças e adolescentes. Dentre as principais, podemos citar:
- Não expor crianças com menos de 2 anos a telas, exceto em casos de videochamadas com familiares;
- A publicação sugere que crianças não tenham celular próprio antes dos 12 anos, promovendo uma abordagem gradual e consciente para a introdução de tecnologia na vida dos jovens;
- O uso de dispositivos deve ser progressivo, respeitando a autonomia de cada jovem;
- O guia também alerta para a importância de supervisionar o acesso a redes sociais, garantindo que as classificações indicativas sejam respeitadas;
- Para adolescentes, entre 12 e 17 anos, é fundamental que o uso de aplicativos e redes sociais aconteça sob a orientação de familiares ou educadores, permitindo um acompanhamento mais próximo e seguro;
- A utilização de dispositivos digitais por jovens com deficiência, independentemente de faixa etária, deve ser estimulado para garantir acessibilidade e superação de barreiras;
- As instituições de ensino devem avaliar criteriosamente o uso de eletrônicos para fins pedagógicos na primeira infância e evitar ao máximo o uso individual pelos estudantes.
Dados
Essas orientações surgem em um momento crítico, já que a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024 revela que 93% da população de 9 a 17 anos no Brasil é usuária da internet, o que equivale a cerca de 25 milhões de jovens.
O estudo também aponta que aproximadamente 23% desses usuários acessaram a internet pela primeira vez antes dos 6 anos, um aumento significativo em relação a 2015, quando essa proporção era de apenas 11%.
