05 de junho de 2026

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Guia orienta pais e educadores sobre uso excessivo de telas por crianças


Por Das assessorias Publicado 04/05/2025 às 18h25 Atualizado 25/02/2026 às 18h46
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Foto: Ângelo Miguel/MEC

O uso excessivo de telas por crianças e adolescentes não é uma novidade, visto que a discussão do uso de smartphones, tablets, computadores e demais dispositivos eletrônicos, é uma crescente preocupação entre pais, professores e a sociedade como um todo, em um mundo onde a tecnologia é, praticamente, onipresente.

Não por acaso, na tarde do dia 11 de março, o Governo Federal lançou a iniciativa. O guia intitulado Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais foi desenvolvido para promover um ambiente digital mais seguro, equilibrado e saudável para as novas gerações.

A Lei que mudou o cenário escolar e o dia a dia dos estudantes

Essa nova diretriz sobre uso excessivo de telas é um desdobramento da Lei nº 15.100/2025, que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas, até mesmo durante os intervalos. Essa medida, aprovada recentemente, visa criar um espaço educativo mais focado e menos distraído pelas telas.

O guia, portanto, não apenas oferece orientações aos pais e responsáveis, mas também serve como um recurso para um professor, pedagogo ou educador que precisa se adaptar a essa nova realidade.

As principais recomendações do guia para os pais e responsáveis

O documento apresenta uma série de diretrizes práticas para ajudar os adultos a lidarem com o uso excessivo de telas por crianças e adolescentes. Dentre as principais, podemos citar:

  • Não expor crianças com menos de 2 anos a telas, exceto em casos de videochamadas com familiares;
  • A publicação sugere que crianças não tenham celular próprio antes dos 12 anos, promovendo uma abordagem gradual e consciente para a introdução de tecnologia na vida dos jovens;
  • O uso de dispositivos deve ser progressivo, respeitando a autonomia de cada jovem;
  • O guia também alerta para a importância de supervisionar o acesso a redes sociais, garantindo que as classificações indicativas sejam respeitadas;
  • Para adolescentes, entre 12 e 17 anos, é fundamental que o uso de aplicativos e redes sociais aconteça sob a orientação de familiares ou educadores, permitindo um acompanhamento mais próximo e seguro;
  • A utilização de dispositivos digitais por jovens com deficiência, independentemente de faixa etária, deve ser estimulado para garantir acessibilidade e superação de barreiras;
  • As instituições de ensino devem avaliar criteriosamente o uso de eletrônicos para fins pedagógicos na primeira infância e evitar ao máximo o uso individual pelos estudantes.

Dados

Essas orientações surgem em um momento crítico, já que a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024 revela que 93% da população de 9 a 17 anos no Brasil é usuária da internet, o que equivale a cerca de 25 milhões de jovens.

O estudo também aponta que aproximadamente 23% desses usuários acessaram a internet pela primeira vez antes dos 6 anos, um aumento significativo em relação a 2015, quando essa proporção era de apenas 11%.

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