16 de julho de 2026

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Será que ninguém percebe que o colega fala sem ter a menor noção do assunto?


Por dmais Publicado 25/08/2011 às 14h38 Atualizado 23/02/2026 às 16h28
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Imitando o chefe

Para irritar uma pessoa ponderada basta apenas dois fatores. O primeiro é falar muita besteira e o segundo é desafiar os colegas ponderados, aqueles que só agem quando têm certeza, a provarem o contrário. A política de falar sem medir as consequências é algo extremamente comum em empresas cuja falácia, cujo ato de falar e de se manifestar é mais valorizado do que a mensagem, do que o conteúdo. Trago um exemplo. Numa determinada empresa o gestor principal, fundador da empresa, adorava falar aos quatro ventos sobre absolutamente tudo.

 

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Desviando o assunto principal

Os funcionários, principalmente aqueles que não gostavam de assumir responsabilidades, mas que gostavam de demonstrar que participavam ativamente, ou seja, que gostavam de marcar o seu território, começaram a monopolizar as discussões nas reuniões da empresa. A cada reunião, toda quarta-feira de manhã o problema era o mesmo. Algumas pessoas traziam informações do mercado, traziam preocupações com a economia americana, com a economia asiática e iniciavam um grande debate sobre os desafios do mundo. Depois de duas ou três horas de discussões, os problemas reais da empresa eram decididos na pressa, por conta da falta de tempo para o debate.

 

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Somente o chefe pode errar

E aí, os funcionários ponderados começavam a questionar: será que ninguém na empresa percebia que algumas pessoas falavam sem ter a menor noção do que estavam falando? Basta analisar esse exemplo. Passado algum tempo aqueles que falavam demais acabaram sendo demitidos, pois o empresário só construiu uma carreira de sucesso porque era inteligente o suficiente para entender que ele, como gestor, poderia falar. No entanto, os seus profissionais, aqueles que ali estavam para conduzir a empresa, esses não tinham o direito de errar. O resumo é muito simples. Quem fala muito, sem conteúdo e agindo pouco tem vida curta no meio corporativo.

 

(Luciano Salamacha)

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