Com tratar meu filho como um simples funcionário?
Tentativas
Quando o filho resolve trabalhar na empresa do pai, para aprender, passando por todas as funções, como um funcionário qualquer, podem surgir confusões, algumas vezes geradas pela própria alta gestão que não sabe como agir nesse caso. Um exemplo ajuda a esclarecer esta situação. Um filho, altamente profissional na empresa dos pais, observa rigorosamente os horários, entende que deve se comportar como um exemplo de pessoa que cumpre as normas internas.
Ainda assim filho do dono
Dirige-se ao seu pai como Dr. José assim como os demais funcionários, mas ao mesmo tempo em que tenta demonstrar para todos que é um profissional como outro qualquer, pratica algumas atitudes características de quem é o dono como cobrar diretamente dos funcionários um determinado comportamento, desrespeitando a hierarquia, sem falar com as chefias. Os funcionários acatam porque ele é filho do dono da empresa, e não porque é um profissional competente. Mesmo porque, se fosse apenas um funcionário, a confusão já estaria armada entre as chefias. Assim, por mais que insista em ser tratado como um profissional, não deixa de ser visto como o filho do dono.
Alerta
Não é uma questão de invalidar a sua posição como um dos donos da empresa, mas um alerta para pais e filhos agirem de maneira coerente perante a equipe. Ou se opta pela linha do profissionalismo completo, onde o filho não gozará de nenhum privilégio em relação aos demais profissionais na empresa, ou se assume de vez que ele é um dos donos e que está apenas aprendendo sobre o funcionamento da organização. Mas, nos dois casos, a alta gestão tem a obrigação de comunicar claramente o que ficou decidido, pois para uma equipe não é possível ser meio dono e meio funcionário. Pense nisso!
