Ipê amarelo é marco da atuação de educador em Ponta Grossa

Aristeu Costa Pinto, casou-se com Rosiris da Rosa Alves Pinto, tiveram quatro filhos (Marcus Vinicius, Sandra, Rogério e Waldenis Rosandra), e teve a sua vida dedicada à educação. Com seu jeito sério e gentil, prezava pelos melhores métodos de ensino, sempre acrescidos da sua conduta pioneira. Respeitado e admirado por onde passava, era também rodeado pelos alunos, pelos quais com amor e dedicação deixou na história do Paraná um legado de memórias, aprendizado e cultura.
Na carreira como professor de História, lecionou no Colégio Instituto de Educação, Colégio Regente Feijó e na Academia Altair Mongruel (atual Sepam) em Ponta Grossa. Foi regente na Escola Matarazzo em Jaguariaíva, dirigiu o Grupo Escolar de Rebouças e também foi diretor no Colégio Hugo Simas na cidade de Londrina, entre outros.
Fez parte do Conselho Estadual de Educação e da Secretaria Municipal de Educação, durante os governos de Cyro Martins, Luiz Gonzaga Pinto e Amadeu Puppi. Abraçou com dedicação a nomeação como supervisor de área da Fundação Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização – Ministério da Educação) em 1974, a fim de levar soluções para alfabetização nas cidades de Ponta Grossa, Palmeira, Candido de Abreu, Ipiranga, Ivaí, Teixeira Soares, Reserva, Castro e Porto Amazonas. Em 1987, fundou a Associação dos Professores do Paraná e recebeu a placa de patrono da Escola Municipal Aristeu Costa Pinto, localizada na Ronda, pelas mãos do prefeito Otto Cunha.
Sua carreira educacional teve maior relevância e destaque a partir do momento que assumiu a diretoria do Grupo Educacional Júlio Teodorico, em 1ª gestão no ano de 1941 a 1945 e na 2ª gestão, de 1951 a 1969. Esteve 22 anos à frente desta instituição, até a sua aposentadoria com 70 anos, conquistando a confiança dos ponta-grossenses e deixando memórias que atravessaram gerações.
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(…) Entre os educandários públicos do Paraná, quero destacar dois queridos mestres, o professor Aristeu Costa Pinto, sempre lembrado por suas apreciadas aulas de história na Academia Pontagrossense. (…) O Grupo Escolar Júlio Teodorico continuava a sua tradição de ensino de qualidade, então meu pai, me matriculou na 1ª série do curso primário. E eu? Vestida com meu guarda-pó branco e engomado sentia-me tão pequenina, naquele gigante de corredores extensos. Muitas são as lembranças… As primeiras professoras, entre elas Dona Maria José Tacques Bührer. O diretor, Prof. Aristeu Costa Pinto, que na hora do recreio colocava na vitrola cantigas de roda para alegrar a meninada”. –
Aída Mansani Lavalle –
Diário dos Campos, 02/08/2000.
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Mas foi em sua segunda gestão, que durou 18 anos, que um ícone da cidade foi por ele plantado. Em meados de 1951, como marco da nova administração, o professor Aristeu plantou, junto de seu filho primogênito — então com 9 anos e também aluno do Júlio Teodorico —, o esplendoroso ipê-amarelo, que há 74 anos embeleza, com sua florada, não apenas a frente do colégio, mas também a Rua Balduíno Taques.
Tão belo e vigoroso, que foi retratada pelo artista plástico Emanuel Sansana, na obra “O ipê do Colégio Júlio Teodorico” – em homenagem aos 198 anos do município de Ponta Grossa.
Inúmeras homenagens o Prof. Aristeu Costa Pinto recebeu em vida. Reportagens em jornais, em que sua notória carreira foi sempre evidenciada.
Destacando uma delas sobre o título “ Professor: o herói anônimo da sociedade”, Diário da Manhã, páginas 16 e 17, de 19/10/1997. Falas acompanhadas na ocasião pela família, incluindo a neta, Rossana Bührer, que transcreve a entrevista com orgulho.
“ (…) Se eu pudesse, faria tudo novamente”, declara o professor no alto de seus 81 anos. E ele justifica: “ A única coisa que vale a pena é lidar com a criança e a mocidade porque são a esperança do dia de amanhã”. E foi por isso que ele nunca teve uma preferência explícita pelas crianças ou adolescentes. Organizou a primeira pré-escola da cidade com a mesma paixão que implantou o MOBRAL, que tinha como objetivo alfabetizar os adultos.
O Professor Aristeu Costa Pinto nasceu em 11 de março de 1916 e faleceu em 5 de julho de 2004.
Nota: A autora deste texto da coluna Sherlock Holmes Cultura é neta do professor Aristeu e da professora Maria José Taques Bührer, por parte de pai, citada no texto.
