09 de julho de 2026

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O som do renascimento


Por Douglas Passoni de Oliveira Publicado 09/11/2025 às 17h00 Atualizado 25/02/2026 às 13h12
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*Professor, pianista, pesquisador é atualmente presidente do Centro Cultural Prof. Faris Michaele, membro da Associação Germânica dos Campos Gerais, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Palmeira e ocupa a cadeira 8 da Academia de Letras dos Campos Gerais. Fotos do acervo do autor.

Quem poderia imaginar que, em pleno 2025, às 11 horas da manhã de um sábado, em Ponta Grossa, ouviríamos um concerto de órgão de tubos? Pois o fato aconteceu, e poderá se repetir outras vezes.

Felipe Gilberto Vasco

Com longa tradição na produção musical, Ponta Grossa segue oferecendo excelentes opções para quem aprecia bons programas de concerto. Entre as mais inusitadas, destacou-se a apresentação realizada no último dia 25 de outubro, com o pianista e organista Felipe Gilberto Vasco, jovem músico de 24 anos, promissor no estudo deste instrumento secular.

O programa reuniu obras de Bach, Handel, Lully, Dubois e Zipoli, abrangendo as formas musicais mais tradicionais – tocatas, prelúdios, fugas e marchas – que, em alguns momentos, receberam o adicional de dois trompetes, executados por João Matheus Dias e Leandro Marcos Fornazari.

Inauguração

O órgão do Instituto João XXIII, inaugurado em novembro de 2018 pelo renomado organista italiano Gerardo Chimini, jamais havia voltado a ser palco de outro concerto desde então, sendo utilizado apenas em celebrações locais. O recente recital representa, portanto, um verdadeiro renascimento dessa tradição, impulsionado pela iniciativa de um jovem que sonha em se aperfeiçoar na arte das teclas e pedaleiras.

Boa parte do instrumento tem origem em um antigo órgão Pacifico Inzoli & Figli, de Brescia, na Itália, datado do início dos anos 1900. Sua construção atual foi complementada com madeiras do próprio Instituto e tubos cedidos pela Casa da Criança de Pacoti, de Fortaleza (CE). O órgão conta com 58 teclas, 17 pedais e 481 tubos, e só se tornou realidade graças à valiosa contribuição de Gianantonio Galanti e Padre Livio Bosetti.

Único órgão

Em Ponta Grossa, trata-se do único órgão de tubos em plenas condições de uso. Outro exemplar pertence à Igreja Luterana Bom Pastor, mas não chegou a ser integralmente montado, faltando-lhe diversos tubos devido a complicações durante a sua instalação.

A cidade já contou com notáveis organistas, entre eles Padre Jorge Braun, Frei Jacinto Govaski, Gabriel de Paula Machado, Ana Machado Gonçalves, Emílio Voigt, Maria de Geus Foltran, Frederico Germano de Geus e Fernando Gabriel Swiech (atualmente em brilhante carreira de organista na Alemanha) – todos responsáveis por acompanhar corais ponta-grossenses como o Conjunto de Vozes Madrigal, Coral Santa Cecília, Coral São Sebastião, entre outros.

Que no futuro próximo possamos voltar a ouvir o som solene e majestoso do órgão da capela do Instituto João XXIII, sob a organização exemplar de seus administradores, em especial dos Padres Vilmar Niedzialkoski e Ivo Nardelli, do Diretor Jorge Haberland Junior e o apoio entusiasmado da comunidade local.

Quem poderia imaginar que, em pleno 2025, às 11 horas da manhã de um sábado, em Ponta Grossa, ouviríamos um concerto de órgão de tubos? Pois o fato aconteceu, e poderá se repetir outras vezes.

Com longa tradição na produção musical, Ponta Grossa segue oferecendo excelentes opções para quem aprecia bons programas de concerto. Entre as mais inusitadas, destacou-se a apresentação realizada no último dia 25 de outubro, com o pianista e organista Felipe Gilberto Vasco, jovem músico de 24 anos, promissor no estudo deste instrumento secular.

O programa reuniu obras de Bach, Handel, Lully, Dubois e Zipoli, abrangendo as formas musicais mais tradicionais – tocatas, prelúdios, fugas e marchas – que, em alguns momentos, receberam o adicional de dois trompetes, executados por João Matheus Dias e Leandro Marcos Fornazari.

O órgão do Instituto João XXIII, inaugurado em novembro de 2018 pelo renomado organista italiano Gerardo Chimini, jamais havia voltado a ser palco de outro concerto desde então, sendo utilizado apenas em celebrações locais. O recente recital representa, portanto, um verdadeiro renascimento dessa tradição, impulsionado pela iniciativa de um jovem que sonha em se aperfeiçoar na arte das teclas e pedaleiras.

Boa parte do instrumento tem origem em um antigo órgão Pacifico Inzoli & Figli, de Brescia, na Itália, datado do início dos anos 1900. Sua construção atual foi complementada com madeiras do próprio Instituto e tubos cedidos pela Casa da Criança de Pacoti, de Fortaleza (CE). O órgão conta com 58 teclas, 17 pedais e 481 tubos, e só se tornou realidade graças à valiosa contribuição de Gianantonio Galanti e Padre Livio Bosetti.

Em Ponta Grossa, trata-se do único órgão de tubos em plenas condições de uso. Outro exemplar pertence à Igreja Luterana Bom Pastor, mas não chegou a ser integralmente montado, faltando-lhe diversos tubos devido a complicações durante a sua instalação.

A cidade já contou com notáveis organistas, entre eles Padre Jorge Braun, Frei Jacinto Govaski, Gabriel de Paula Machado, Ana Machado Gonçalves, Emílio Voigt, Maria de Geus Foltran, Frederico Germano de Geus e Fernando Gabriel Swiech (atualmente em brilhante carreira de organista na Alemanha) – todos responsáveis por acompanhar corais ponta-grossenses como o Conjunto de Vozes Madrigal, Coral Santa Cecília, Coral São Sebastião, entre outros.

Que no futuro próximo possamos voltar a ouvir o som solene e majestoso do órgão da capela do Instituto João XXIII, sob a organização exemplar de seus administradores, em especial dos Padres Vilmar Niedzialkoski e Ivo Nardelli, do Diretor Jorge Haberland Junior e o apoio entusiasmado da comunidade local.

Douglas Passoni de Oliveira, Gerardo Chimini e organeiros que fizeram a montagem do órgão, em novembro de 2018

Felipe Gilberto Vasco durante o concerto do dia 25 de outubro de 2025.

Douglas Passoni de Oliveira, Felipe Gilberto Vasco e Neuza Helena Postiglione Mansani

*Professor, pianista, pesquisador é atualmente presidente do Centro Cultural Prof. Faris Michaele, membro da Associação Germânica dos Campos Gerais, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Palmeira e ocupa a cadeira 8 da Academia de Letras dos Campos Gerais. Fotos do acervo do autor.

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Publicado 19/06/2026 às 00h00

Gosto de pensar nas coisas que já passaram por minha cidade tão querida. De algumas não sinto saudades, mas de…


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