VOLTA ÀS AULAS E A PANDEMIA

Já abordei acerca desse tema, em blogs anteriores, porém hoje o faço sob outros aspectos. No início da quarentena, muitas situações foram recebidas de forma de contentamento, pois as crianças “acharam” que estavam em férias escolares. Porém, com o passar do tempo e a obrigatoriedade e a manutenção do isolamento social, foram trazendo sensações, comportamentos que nem todos sabemos como administrar e a partir daí, ansiedades e conflitos se estabeleceram.
Agora há a proposta da volta às aulas de forma presencial, de uma forma denominada “híbrida”, com alternância de número de alunos, de alternância de turnos e turmas.
O importante é acompanhar as necessidades das crianças, perceber como as mesmas estão se sentindo, suas preocupações, medos, trocar ideias, participar das atividades escolares, que hoje vêm de forma virtual e até aprender com elas, como fazer isso.
Sabemos, as plataformas virtuais, nem sempre são de acesso e domínio de todos, e dessa forma muitas crianças podem não ter condições de acompanhar as aulas, bem como realizar as atividades escolares nos prazos estabelecidos. Nessa hora, a rede de solidariedade entre escola e pais deve ser propiciadora de outras alternativas para o cumprimento da aprendizagem.
Outro aspecto importante, é estabelecer com as crianças, uma rotina de atividades além das escolares, essa com relação à vida da casa, nas tarefas domésticas, culinárias, de organização, de brincadeiras em que toda a família participe. Dessa forma, os laços afetivos se estreitarão, a comunicação poderá ficar mais clara e novas descobertas surgirão. Aí nos questionaremos: será que realmente conhecemos nossas crianças/adolescentes? E, de que forma poderemos propiciar as trocas sociais tão importantes para os seus desenvolvimentos, sem correr o risco de serem contaminados?
A todo o momento somos alertados acerca de novas “cepas” do coronavírus que se apresenta em nosso meio, às quais ainda não se têm o controle apesar do início da vacinação. E, esta ainda não chegou a todos nós. Portanto, cuidemo-nos!
Lílian Yara de Oliveira Gomes – CRP 08/17889

